Do
dia internacional de luta da Classe Trabalhadora, do dia do Trabalhador,
comemoraremos amanhã o dia do trabalho.
É necessário lembrar que a data de 1º de maio tem
um significado marcante na história das lutas da classe trabalhadora.
É necessário dizer que não há duas classes, mas
apenas uma. O capital não pode reunir-se, nem definir-se em classe, porque
quando assim o fizer, estará se autodestruindo. Os capitalistas não pertencem e
não exercitam a mesma atividade, até e porque nesse universo, o maior sempre
tem domínio sobre o menor, só como exemplo: O maior capitalista de uma cidade
do interior e apenas um remediado para os capitalistas da capital e assim
sucessivamente, tanto que revistas especializadas classificam os capitalistas
pelo “possident” ou quanto possuem.
Dito isto, voltamos ao dia do trabalhador tão
vulgarizado pelas ações das lideranças sindicais, que nem lembramos, não
sabemos e não conhecemos a historia dos nomes que marcaram esta data e dos
acontecimentos a ela referente.
Era 1º de maio de 1886, quando em Chicago, centro
industrial americano, os trabalhadores fizeram uma grande manifestação reunindo
mais de 100.000 trabalhadores pela causa dos três oito; ou seja: Oito horas de
trabalho, oito horas de descanso e oito
horas para estudo e lazer.
Como de praxe a polícia reprimiu e manifestantes
foram mortos as dezenas.
No dia 4 em protesto pela violência do estado, os
trabalhadores voltaram a reunir-se em praça pública, houve novo confronto com a
polícia e uma bomba de origem até hoje desconhecida explode matando sete policiais
e ferindo mais de uma centena de pessoas, inclusive civis.
As lideranças dos trabalhadores foram presos e oito
foram condenados; quatro a morte por
enforcamento, três a prisão perpetua e um condenado a 15 anos de prisão. AOS MÁRTIRES
Auguste
Spies, Adolf Fisher, George Engel, Albert Parsons, QUE DERAM SUAS VIDAS PELA CAUSA DOS TRABALHADORES O
NOSSO SEMPRE E ETERNO RECONHECIMENTO e ADMIRAÇÃO.
Louis Lingg, Samuel Fielden, Michael Schwab Oscar Neebe,
heróis de um tempo devotamos nossa gratidão.
Neste dia primeiro de maio de 2012, eu, você que
vivemos do suor do nosso rosto, voltemos nossas lembranças àqueles que deram
suas vidas pela causa nobre dos trabalhadores.
Lembremos também, que as conquistas operárias são
sempre um corolário de enfrentamentos da classe trabalhadora contra o estado
opressor comandado pelo capital.
Devemos lembrar ainda, que hoje já não temos um
paradigma para fazer oposição a dominação e ao esbulho da riqueza produzida e
que muitas das vantagens que temos no mundo do trabalho, não foram conquistas,
mas e sim concessões do poder dominante numa brilhante manobra para
desmobilizar a classe trabalhadora, principalmente da Europa e do continente
Americano do Norte.
Abrindo nossos ouvidos, escutaremos os gemidos dos
nossos mártires a clamar por mais lutas em defesa da igualdade social,
preconizada mas não encampada pelas nossas lideranças ditas operárias, daqui e
do mundo.
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