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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Umbigo


Uma rápida análise das eleições de Espanha realizada ontem, mostra que o povo espanhol optou por uma volta ao conservadorismo para governar o país.

A leitura aos menos atento é de que os socialistas ofereceram ao povo, demagogicamente benefícios que o estado não podia arcar, suportar financeiramente.

No entanto, voltando nossos olhos para o passado recente vamos nos deparar com figuras que a história haverá de colocar no lixo pelo mal que fizeram as nações: A primeira delas é Margaret Thatcher Primeira Ministra da Inglaterra de 1979 a 1990. Com uma política econômica voltada para a proteção do modelo liberal centrou ações na desregulamentação do setor financeiro, na flexibilização do mercado de trabalho e na privatização das empresas estatais.

A outra figura foi Ronald Reagan contemporâneo de Margaret Thatcher e com os mesmos princípios ideológicos de fortalecimento do sistema liberal, retirando o estado dos serviços públicos essenciais como educação, saúde e transporte.
Sobre o governo destas figuras ultraconservadoras expande-se o mercado global e com a desregulamentação da economia o sistema financeiro é priviligiado com ações do estado e avança sobre as economias do mundo.

O Brasil foi vítima desse sistema sendo governado a distância pelas políticas do FMI durante vários anos e governos, que ou se submetiam ou claudicavam sob a ameaça de intervenção econômica, principalmente a retirada de financiamentos para o pagamento dos juros da dívida, externa e interna.

Hoje, os paises da região do euro estão na mesma situação, como lá o sistema e parlamentarista, eles impõe governo como fizeram com a Gressia e a Italia.

Mas vamos ao umbigo.

Os espanhois foram as urnas ontem para a eleição de um novo governo, os eleitores, que dizem aqui, lá são esclarecidos, votaram e deram poder exatamente a corrente política mundial que levou o mundo a falencia.

Os conservadores no poder, com sua política de desestatização, de desregulamentação, de menor carga tributária sobre os mais ricos, de flexibilização do mercado de trabalho, de corte nos recursos para os serviços sociais, com redução dos valores das aposentadorias, fazem crescer a miséria e aumentar as desigualdades sociais.

Pois os espanhóis escolheram esta opção numa clara leitura de que no momento olham para o seu umbigo, sem refletiram e sem prescutarem qual a causa da crise econômica e a sua origem.

Volto a dizer que os trabalhadores perderam seu paradigma econômico quando deram apoio incondicional a derrocada da economia no leste europeu, sem se darem conta que estavam fragilizando a sua propria sobrevivência.

A falta de ações não para a derrubada daquela, mas para a criação de uma outra alternativa econômica voltada para a expanção dos beneficios sociais e da redução das desigualdades sociais e econômicas, leva hoje milhões de pessoas ao desespero a ações infrutiferas contra o poder estabelecido.

Olharam para o próprio umbigo, nunca conquistaram nada, tudo foi outorgado pela ação das políticas do Walfeire State para o enfraquecimento do sistema soviético.

Quado Thatcher, Reagan e o Vaticano perceberam a fragilidade do sistema econômico soviético que estava falido desenvolveram ações para a sua derrocada.

Esqueceram que o sistema capitalista liberal, também estava e esta falido e olharam para o seu próprio umbigo, esquecendo que a capacidade de produção de riquezas instaladas nas suas fronteiras era exigua para manter a economia crescendo.

Me parece, não tenho certeza, caminhamos a passos largos para uma revolução munidal.

A preocupação é: o que sairá da dai.

4 comentários:

  1. A gente já imagina: os projeto neo liberais redundaram em fracasso, mas os trabalhadores pagaram um preço alto.
    Até quando vão embarcar em canoa furada!

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  2. Estamos repetindo a história como farsa. Estamos voltando à época das instituições fracas. Daí começam a pipocar partidos de cunho facista que começam a melhorar a economia de seus países e ganham respaldo junto as suas comunidades. Só não sei se vai dar em guerra interimperialista ou em mais arrocho para as colônias pois agora há um acerto entre os trustes.

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  3. Carlos Eduardo.
    Não consigo excluir os povos deste contexto.
    A história não se repete, como um fractal as massas se movimentam parecendo ser o que era, não sendo, trazendo no seu bojo um novo movimento. Devemos lembrar que as massas hoje se comunicam rapidamente, falta sim lideranças, me parece o obvio, elas surgirão,

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  4. Eliana.

    Devemos ter em conta que há dois tipos de movimento dos trabalhadores que são espontâneos: Os de cunho ideológico que se antecipa é pró-ativo e os
    movidos pela necessidade, os dois são lentos pela natureza dos fatos, vão sendo construídos no seio das pessoas, até que elas viram massa, ai necessita-se de lideranças para conduzir o processo a bom termo. Veja o caso do Egito, o poder apenas mudou de dono, mas não de cor. As massas estão nas ruas novamente.

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