Foi com este slogan que Barack Obama, deu início a mais empolgante campanha eleitoral dos Estados Unidos da América nas últimas décadas. Tornou-se invencível tanto interna (dentro do seu partido) tendo vencido todos os democratas nas primárias partidárias, batendo inclusive a ex-primeira dama Hillary Clinton, considerada a preferida não só dos democratas mas de significativa parcela dos eleitores americanos.
Obama, candidato, fez renascer na vontade popular do seu povo a certeza de que vencer as barreiras impostas por políticos, na política, era possível, que a nação poderia ser mais justa, que o desemprego poderia ser combatido, que os serviços de saúde poderiam receber mais verbas do estado, que a educação seria acessível a todos os que quisessem graduar-se em qualquer área do conhecimento.
Venceu e tornou-se Presidente da maior potência econômica da terra; como uma esperança aos pobres e desabrigados, aos sem emprego, aos sem teto e aos famintos das ruas, clientes da caridade de igrejas e instituições da sociedade civil.
No entanto, no governo, tornou-se refém das estruturas do estado, dos políticos conservadores e das políticas voltadas para os do topo de pirâmide social; só por isso se explica o porquê de não ter avançado nos dois primeiros anos de mandato com maioria parlamentar na Câmara Baixa e no Senado. Era uma maioria nominal e não real, dentre os seus havia aqueles que não concordavam com a taxação dos mais ricos e com as políticas sociais para beneficiar os mais pobres. O último Bush reduziu impostos dos mais ricos e sobretaxou os mais pobres, apertando a política monetária e a vigilância sobre os impostos sobre circulação de mercadoria.
Pois bem, esta é a história de um homem que surgiu como uma grande esperança, por ter vindo dos segmentos discriminados, por ter uma infância pobre e principalmente por ser negro não ter conseguido vencer as resistência políticas, às políticas que queria mas não soube implantar e consolidar, ficou apenas no ar o “Sim, nós podemos”, um vazio não tão vazio assim.
Pois vejamos: Como um paladino Obama foi ao encontro da juventude e dos indignados com um grito de esperança, de liberdade e de igualdade. Sim nós podemos dizia ele, podemos mudar a face desta nação rica economicamente, belicamente poderosa e de homens fortes na busca do equilíbrio social, nós podemos transformá-la, torná-la mais vigorosa, mais potente e muito mais forte ainda no contexto das nações, diminuindo as diferenças, tornando todos mais iguais: e que instrumentos ele usou?
O instrumento de comunicação de massa mais potente dos nossos dias a comunicação virtual e por sê-la, é interativa, extrapola as fronteiras a atinge mentes e corações em todos os cantos do mundo.
“Sim, nós podemos”; “é a ordem dada pelos jovens ‘indignados” de todas as idades em todos os recantos do mundo onde o dês-governo abandona as questões sociais e permite que o fosso entre os mais ricos e os mais pobres aumente criando uma ilha de riquezas, cercada por um cinturão de miséria pronta para eclodir em movimentos para os quais o estado não esta preparado.
A resposta com violência vai obrigar os indignados a serem mais orgânicos, a obedecerem estratégias, a eliminarem dos movimentos, por exclusão; os indisciplinados e os malfeitores , a incluírem a hierarquia e o comando, a tornarem-se numa força bélica cujas armas são a esperança, e os escudos, as mãos e a própria vida. Não há estado que resista a ação ordenada dos movimentos populares que funcionam no fluxo e no refluxo e neste caso não é controlado pela lua, mas pelo coração dos homens e mulheres diante da sua telinha de computador. Obama deu uma contribuição histórica para os movimentos de massa ao dizer “SIM, NOS PODEMOS”.
A maioria dos povos acreditam nisso.
O maior problema do povo humilde é acreditar que os políticos serão melhores, não generalizando claro, mais re-elegendo aqueles que nada fizeram e que nada continuarão fazendo, as máscaras caem mais a dignidade do povo fica pna maioria das vezes guardada na garganta. o "sim, nós podemos" fica ali esperando uma oportunidade de sair, esperando a oportunidade chegar, dando mais e mais oportunidades aos corruptos de roubarem oque por direito é do povo.
ResponderExcluirA ipogressia do povo que esta debruçada em politicos corruptos,não encontra tempo para ver as migalhas que nos é oferecidas e nos deixam as margens de nossa ignorancia.Então esquecemos daquele(a) criança que ja nasce fadada aos enteperes da vida."sim nos podemos" tudo esta em nossas mão.
ResponderExcluirCaro Ademir, parabéns pelo seu blog, foi indicação de uma amiga, a Juliana, estarei repassando a outros amigos e colegas. Palavras sábias.
ResponderExcluirMeninas e meninos.
ResponderExcluirVou postar para vocês em breve um texto do grande filósofo político Antonio Gramsci que fala sobre os indiferentes, os mesmos que por vias tortas foram convocados por Barack Obama.
Aguardem