A matriz da revolução industrial e a progenitora abolicionista no mundo; denominada de Ilhas Britânicas ou mais popularmente conhecida como Inglaterra, vive neste momento um pandemônio sem precedentes históricos. Tudo começou com a morte de um cidadão negro retirado de um táxi e morto por policiais no Bairro pobre de Tottenham na semana que passou. A explosão social foi imediata, com depredação, incêndios e saques a lojas e shopping espalhando-se por outros Bairros pobres e chegando a Londres.
Acabada a era do Welfare State, ou estado social e a implantação da privatização dos serviços públicos e com a eliminação de subsídios com os quais as famílias trabalhadoras mantinham seus filhos nas escolas e universidades preparando-os para o mercado de trabalho, diga-se em declínio em toda a Europa, afetando a vida das populações na linha da dependência econômica em especial negros, asiáticos e caribenhos, estas comunidades são um caldeirão para a revolta e a manifestação de insatisfação; para acalmá-los foi necessário a mobilização de fortes contingentes policiais e uma repressão nunca dantes vista, numa reação a chamada baderna que também provocou danos de grande monta inimagináveis para um estado da pujança do Reino Unido.
Declarações fortes de jovens entrevistados deixam claro que as ações foram espontâneas e inorgânicas; cada um fazia o que achava melhor para dizer que estava cansado de ser reprimido e de não ser ouvido.
Me parece, este sinal de alerta de jovens de idade entre 11 a 25 anos foi Absorvido pela classe política como mais um incidente de vândalos do que uma manifestação contra a forma de governo cristalizada e irremovível tanto da direita como da esquerda, dizem os jovens que tanto faz uns como outros e que não há interesse deles por eles, ou vice-versa.
A crise econômica provocada pela especulação financeira para apropriar-se da pouca riqueza que os operários, micros, pequenos e médios empreendedores acumularam nas últimas décadas tem feito sucumbir à esperança de uma vida digna e feliz para milhões de pessoas no Reino Unido e na Europa. Com a crescente privatização dos serviços públicos e a retirada de subsídios que mantinham negros, asiáticos e caribenhos nas Universidades, tem deixado patente que a felicidade esta fugindo por entre os dedos e as comunidades pobres estão a ficar cada vez mais pobres e servindo de base para todo tipo de criminalidade principalmente o consumo e a venda de drogas. Queixam-se os amotinados que a repressão sobre negros é violentas nestas comunidades, não ocorrendo o mesmo com os brancos ricos e endinheirados que acorrem as “bocas” para abastecer e consumir drogas, buscar prazeres na prostituição com meninas menores de 14 anos.
É uma leitura dramática que jornais da Espanha e Portugal tem feito destes dias tenebrosos vividos nas periferias da Grande Inglaterra, sem sublimar o problema apontando que a crise econômica tem aprofundado o fosso social, acumulando raiva e ódio no coração das populações marginalizadas.
Caros leitores do Blog do Ademir,
ResponderExcluirEstou a viver em Portugal e a andar pela Espanha e percebo que a vida ca na Europa tende a ficar a cada dia mais dificil... O que as noticias destes paises informam,ainda é aquém da realidade...
Cumprimentos,
Fernando J F Gonçalves
Fernando! Obrigado.
ResponderExcluirSugiro que dentro das tuas possibilidades temporais, faças um relato da realidade que conheces e mande para o blog. Teremos prazer em conhecer com mais profundidade a situação ai da Europa.