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sábado, 18 de junho de 2011

Caminhando.


Caminhando e cantando e seguindo a canção são todos iguais braços dados ou não............caminhando e cantando seguindo a canção (Geraldo Vandré).

Pelas estradas da vida, sem rumo e sem destino, apenas crendo que o possível só é possível, quando fazemos do possível-possível não um fim, mas um meio para tornar possível que as pessoas sejam felizes ao contemplarem seus feitos impossíveis até de serem sonhados.

Ocorre, que nestes dias em que as pessoas apesar de suas conquistas, aquelas mais remotas não se sentem felizes. Porque a conquista não é perene, é frágil, insegura e os resultados não são permanentes, duradouros. Algo de falso está contido no nosso dia a dia. Parece-nos que falso é o sorriso, falsa é a palavra, falsos são os juízos de valor, falsas são as relações pessoais e interpessoais. A moral do “levar vantagem em tudo” do lucro sem escrúpulos, da riqueza pela riqueza, do domínio pelo domínio, para demonstrar quem é o mais forte, o mais poderoso o que tudo pode; tem gerado valores distorcidos e não comprometidos com o amor, com a fraternidade, com a igualdade.

Já não somos iguais nem mesmo na letra da lei, porque ela não tem significados para alguns e tem um peso violento para outros. Pela mesma lei um favelado e condenado ao contrário de um banqueiro que é laureado quando colocado de frente com a realidade social e com a impavidez de homens que buscam na justiça a igualdade de méritos; imérito.

Pelas tortuosas estradas da vida, no entanto, encontramos pessoas de todos os gêneros, idades, etnias, cor, credos que aos poucos, gradualmente; incorporam valores e no silêncio das multidões; quando do seu tempo livre usam-no para relacionar-se e trocar conhecimentos, fazendo aumentar o sentimento de que o possível é possível, ainda que nos digam, difícil de ser alcançado.

O mundo assiste já não incrédulo, como as noticias continuam fragmentadas e desprovidas da realidade em que acontece o fato, numa clareza evidente de parcialidade atendendo aos interesses de um sistema que escraviza e escracha a grande maioria das pessoas no mundo inteiro. É claro as reações são adversas e de repente, quando menos esperam os mandatários; pessoas de todas as idades vão às ruas e são recebidas com violência por aqueles que em tese existem para dar-lhes segurança, misturando poderes de governo e de estado.

As reações estão ai, pipocando na Europa, na Ásia e no oriente, por diversas razões, mas por um único sentimento o de ”liberdade”.

Aos pouco o sistema econômico vai se fragilizando, as populações vão aumentando suas reações na busca de um bem estar efetivo, na busca da verdadeira paz.

O grande problema do sistema (é que não há lideranças expoentes a frente destes movimentos é a razão guiada pela razão, é a moral na busca da moral, são os valores sendo retemperados com ingredientes tão antigos quanto à existência humana é fruto do trabalho humano), e ai não há como reprimir a idéia pois ela é coletiva .

Um comentário:

  1. Ademir Klein
    Parabéns por sua reflexão profunda, própria de quem saber das coisas pelo conhecimento acunulado e pela vivência pessoal

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