Tenho a sensação de um grande vazio, como se realmente as teses de Francis Fukuyama fossem verdadeiras.
O sistema capitalista soube aproveitar-se dos conhecimentos da ciência nas áreas sociais em especial da filosofia que trata da “IDEOLOGIA” ou a Ciência das Idéias.
O Velhinho Barbudo ensinava que a ideologia é uma consciência falsa, proveniente da divisão do trabalho manual e intelectual. Nessa divisão, surgem os ideólogos ou intelectuais que passam através de idéias impostas a dominar através das relações de produção e das classes que esses criam na sociedade.
Porém, o Velho Barbudo (Karl Marx) é categórico ao afirmar que a ideologia inverte ou camufla a realidade em Favor da vontade da classe dominante.
A idéia falsa que a burguesia e o capitalismo massificaram é que as lutas de classe já não tem sentido pela falência dos modelos econômicos fora do eixo capitalista.
Esta sensação de vazio se dá pela certeza de que o modelo preconizado por Marx e os resultados da revolução bolchevique, foram substituídos pela ditadura do centralismo imposta pelo Stalinismo, um poder de força sobre o povo e com a ausência do povo.
A força de Stalin derrota as idéias de um mundo globalizado sob o domínio dos trabalhadores, principal ordem dada por Max e Engels no manifesto comunista: “Operários do mundo inteiro, Uni-vos”.
As descobertas de Marx sobre o capital, -instrumento indispensável para a vitória dos trabalhadores, foram ao longo dos anos sendo absorvidas pelo sistema capitalista e por eles aproveitadas para a hegemonia do capital sobre o trabalho. Por incompetência das lideranças proletárias que refutavam e ainda refutam o conhecimento científico para a formalização de políticas na defesa dos interesses dos trabalhadores da cidade e do campo, a GLOBALIZAÇÃO se deu ao inverso do preconizado pelo maior ideólogo da dominação operária que o tempo já viu.
Os burgueses aproveitaram-se de todo o conhecimento e impuseram aos operários da cidade e do campo (trabalhadores) um retrocesso de mil anos na expectativa de um mundo globalizado sob a égide da igualdade social.
No entanto, nem tudo esta perdido, as ciências sociais apontam que é impossível para o capitalismo, pela sua própria natureza de expropriador das riquezas produzidas pela humanidade, construir uma aliança permanente.
A pirâmide pensada e que se sustenta na distribuição de benesses de cima para baixo esta ruindo.
Os sistemas de comunicação de massa, a tecnologia da informação sem controle do estado (um garoto dos nossos dias desenvolve software) esta gerando um novo conhecimento que perpassa por todas as classes sociais.
Hoje é possível a um garoto de periferia dissertar sobre obras de artes como o maior dos eruditos. Hoje as verdades da burguesia são desmistificadas num piscar de olhos. Esta caindo o mito da cultura popular e da cultura erudita.
Numa suíte na mansão e ou num quartinho no casebre de periferia o conhecimento chega com a mesma velocidade e com o mesmo grau de informação.
Já não é possível a manipulação em massa, o engodo político e a farsa dos sistemas.
Me parece que esta nascendo um novo sistema social com um “ista” totalmente modificado.
Gabeira experimentou isto no Rio de Janeiro, Obama venceu uma eleição improvável nos Estados Unidos.
Isto é apenas a ponta do Iceberg. O que vira depois, só vivendo para ver.
Mas se somos formuladores de propostas e de projetos para o bem comum, temos que nos antecipar, ser pró-ativos na absorção das mudanças que estão ocorrendo no subterrâneo ideológico.
Esta tarefa cabe aos revolucionários, cujos ideais não se enquadram no preconizado pela classe política que ai esta.
Ser de vanguarda é antever os fenômenos sociais que revolucionam o mundo.
Os revolucionários tem esta sensibilidade e só olhar para a história.
Nenhum comentário:
Postar um comentário