Fico feliz por te ver aqui na minha telinha.
Penso estou fazendo a minha parte, fora do institucional.
Nosso sindicalismo, aquele que usa de expedientes anacrônicos, para afastar das suas hostes qualquer ameaça de ruptura com o “status quo” é um grande empecilho para um mundo melhor.
Eu mesmo fui vítima desta ignomínia e ainda me fizeram crer que foi a queda por um rabo de saia a consequência do meu impedimento.
Ainda hoje eles se arrepiam quando me vêem no corpo a corpo por melhor condição de vida e de trabalho e me divirto insinuando que sei.
Obrigado pelas ternas palavras relembrando um tempo que se foi, que, no entanto, tenho certeza, não foram dias perdidos.
Hoje me pergunto: o que tenho para perder?
Com certeza nada para ganhar, nem mesmo uma firula de rascunho no vão da história, mas meu caro, cala mais fundo o desejo de voltar as ruas, já não como Dom Quixote e seu fiel companheiro Sancho Pança, na desvairada cavalgada em terra de Espanha.
Se nada tenho para perder, porque não fazer?
Penso que nas próximas horas devo ir ao encontro de outros valorosos que por força da idade vagam pelas ruas amargando os efeitos de um sistema catastrófico que empobrece a cada dia aqueles que vivem dos míseros reais auferidos com a aposentadoria, reais cada vez mais míseros e mais irreais.
E o protagonista vilão desta efêmera catástrofe social, chama-se Luiz Inácio Lula da Silva, torneiro mecânico, Presidente da República que nós promovemos como a maior liderança sindical e política “desse país” (Royalty para o Lula) que se acocorou diante dos poderosos.
É verdade, governar não é nada fácil, mas governar de costas para os mais significantes direitos sociais e contra o discurso histórico é antes de mais nada uma covardia.
Quando comecei a te mandar petardos, foi com a convicção de que ia encontrar uma trincheira onde a luta continua.
Li o teu site e nele vi, pequenos detalhes que me pareceram conter uma pontinha da chama que ilumina a liberdade; ainda que tosquiada por uma realidade nefasta.
Fiquei cá falando com meus botões “os botões são meus mais cândidos ouvintes nas horas de melancolia”: ainda resta uma esperança.
Não que deseje transferir para os teus ombros todo o peso da reviravolta neste mal fadado sindicalismo mundial, que enredado pelo discurso neoliberal, de peso ideológico impar, ficou sem saber para onde ir e o que fazer.
O modelo capitalista de sociedade calou tão fundo, que os comunistas de ontem são os grandes defensores do capital expropriador de hoje.
As sombras da caverna que Platão descreveu nos anos quinhentos AC, são insignificantes diante da barbárie dos nossos dias, onde nada tem valor permanente, tudo e descartável e apenas uns poucos tornaram-se senhores do mundo, impondo condições e determinando quem tem e quem não tem direito a vida, os demais apenas sombras.
Até mesmo o dinheiro perdeu valor, ainda que Marx tenha ensinado que isto aconteceria com as sucessivas crises do capital e para a sua hegemonia.
É claro que a hegemonia do mundo globalizado é uma espécie de anestésico sobre as camadas despossuídas, o incrível é que nem mesmo por um rasgo de heroísmo se vê discursos se contrapondo ao mal que nos assola, é como se nada pudesse ser feito e que os trabalhadores são insensíveis aos apelos por uma democracia social.
Fica a convicção que muito tem que ser feito; e o que tem que ser feito pode ser feito de qualquer lugar deste planeta globalizado.
É apenas necessário começar de novo; de um novo ponto de partida.
Ademir Klein
Penso estou fazendo a minha parte, fora do institucional.
Nosso sindicalismo, aquele que usa de expedientes anacrônicos, para afastar das suas hostes qualquer ameaça de ruptura com o “status quo” é um grande empecilho para um mundo melhor.
Eu mesmo fui vítima desta ignomínia e ainda me fizeram crer que foi a queda por um rabo de saia a consequência do meu impedimento.
Ainda hoje eles se arrepiam quando me vêem no corpo a corpo por melhor condição de vida e de trabalho e me divirto insinuando que sei.
Obrigado pelas ternas palavras relembrando um tempo que se foi, que, no entanto, tenho certeza, não foram dias perdidos.
Hoje me pergunto: o que tenho para perder?
Com certeza nada para ganhar, nem mesmo uma firula de rascunho no vão da história, mas meu caro, cala mais fundo o desejo de voltar as ruas, já não como Dom Quixote e seu fiel companheiro Sancho Pança, na desvairada cavalgada em terra de Espanha.
Se nada tenho para perder, porque não fazer?
Penso que nas próximas horas devo ir ao encontro de outros valorosos que por força da idade vagam pelas ruas amargando os efeitos de um sistema catastrófico que empobrece a cada dia aqueles que vivem dos míseros reais auferidos com a aposentadoria, reais cada vez mais míseros e mais irreais.
E o protagonista vilão desta efêmera catástrofe social, chama-se Luiz Inácio Lula da Silva, torneiro mecânico, Presidente da República que nós promovemos como a maior liderança sindical e política “desse país” (Royalty para o Lula) que se acocorou diante dos poderosos.
É verdade, governar não é nada fácil, mas governar de costas para os mais significantes direitos sociais e contra o discurso histórico é antes de mais nada uma covardia.
Quando comecei a te mandar petardos, foi com a convicção de que ia encontrar uma trincheira onde a luta continua.
Li o teu site e nele vi, pequenos detalhes que me pareceram conter uma pontinha da chama que ilumina a liberdade; ainda que tosquiada por uma realidade nefasta.
Fiquei cá falando com meus botões “os botões são meus mais cândidos ouvintes nas horas de melancolia”: ainda resta uma esperança.
Não que deseje transferir para os teus ombros todo o peso da reviravolta neste mal fadado sindicalismo mundial, que enredado pelo discurso neoliberal, de peso ideológico impar, ficou sem saber para onde ir e o que fazer.
O modelo capitalista de sociedade calou tão fundo, que os comunistas de ontem são os grandes defensores do capital expropriador de hoje.
As sombras da caverna que Platão descreveu nos anos quinhentos AC, são insignificantes diante da barbárie dos nossos dias, onde nada tem valor permanente, tudo e descartável e apenas uns poucos tornaram-se senhores do mundo, impondo condições e determinando quem tem e quem não tem direito a vida, os demais apenas sombras.
Até mesmo o dinheiro perdeu valor, ainda que Marx tenha ensinado que isto aconteceria com as sucessivas crises do capital e para a sua hegemonia.
É claro que a hegemonia do mundo globalizado é uma espécie de anestésico sobre as camadas despossuídas, o incrível é que nem mesmo por um rasgo de heroísmo se vê discursos se contrapondo ao mal que nos assola, é como se nada pudesse ser feito e que os trabalhadores são insensíveis aos apelos por uma democracia social.
Fica a convicção que muito tem que ser feito; e o que tem que ser feito pode ser feito de qualquer lugar deste planeta globalizado.
É apenas necessário começar de novo; de um novo ponto de partida.
Ademir Klein
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