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sábado, 28 de novembro de 2009

A Carta que não foi remetida

Caro Amigo.


Durante o transcurso dos meus dias, que não são muitos, mas que também não são poucos, diria que o suficiente para poder ver, ler e compreender a realidade que nos cerca, tenho tido uma postura não de contemplação, mas de ação, -que petulantemente digo, de ação transformadora, porque pautada e alicerçada na convicção de que a realidade em que vivo necessita ser mudada.

Olhando para trás e vivendo o presente, fico feliz porque vejo muitas pessoas usufruindo desta ação.

Se por um lado sou feliz, por outro fico triste porque as mesmas que usufruem e até oportunistamente deste Status Quo, são as mesmas que deliberadamente fazem questão de me hostilizar.

Confesso que custei a entender isto.

Confesso que ainda não entendo esta questão, no todo, e onde tenho errado.

Porque há uma falha neste processo, não que esperasse o reconhecimento ou um memorial publico. Não! Quero apenas viver e continuar sonhando e trabalhando arduamente para ver realizado meus sonhos, que são sonhos coletivos de igualdade, mas até isso, tentam me tolher.

Num aniversário, tive uma amostra desta realidade. Todos, mas todos aqueles que na antevéspera dos processos eleitorais, tive de bater de frente para defender o teu nome, porque te hostilizavam publicamente; hoje aqui ou ali, ou acolá -mas por influência tua, participam do bolo do poder; digamos, são felizes.

Será uma sina? Um destino? Como na mitologia Greco-Romana?

Penso que não, ainda que, dizem, os arianos (do signo de Áries) tem a missão de usar a força interior, do convencimento e da guerra para construir a felicidade dos outros e como sou de Áries esta pode ser uma marca.

Não sabem eles (já te disse isto antes), que estou muito mais para eremita do que para vedete, o que não suporto é a hipocrisia é a aceitação da Lei de Gerson como regra.

Por outro lado o prazer de vê-los curvados diante do fato que negavam!...............

Porque estou te dizendo isto.

Por razões indeléveis: Nos momentos de solidão do poder, aquele momento triste e angustiante de quem era e deixou de ser, tua voz surgiu, amiga e afável oferecendo-me as mãos como ajuda. Segundo, pela cumplicidade que nos aproxima; cumplicidade com o bem comum, com os valores construídos ao longo do tempo. Não que sejamos santos, temos os nossos pecados, mas com certeza não nos podem condenar.
Terceiro pela sintonia no pensar, pensar o futuro, tendo como base o presente e como referencial o passado.

Na minha natureza, os atos solidários são impagáveis.

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