Denominado o Pai dos operários.
Foi populista enquanto ditador.
Foi popular enquanto Presidente eleito
Nacionalista, quase xenófobo.
Getúlio Vargas, um estancieiro do oeste dos pampas rio-grandense, terras de pastagens férteis e de grande produção de bovinos e equinos, não se pode nunca afirmar que fosse defensor exclusivo das classes populares.
Getulio desenvolveu uma brilhante carreira política no seu
estado, sendo Deputado Estadual, Federal e Governador.
Na
qualidade de Deputado Federal e como líder de sua bancada na Câmara Federal foi
nomeado por Washington Luiz como Ministro da Fazenda, tendo conforme
muitos relatos desempenhado importante trabalho para a República.
Nesta
função e por desencargo de ofício e é claro de olho na Presidência da
República, viaja pelo Brasil, em especial vai muito a São Paulo e lá encontra
uma gama de empreendedores que reclama e proclama o atraso do país no
desenvolvimento industrial e juntos deles, líderes do tenentismo, movimento
político dentro dos quartéis que se soma aos jovens empreendedores no discurso
de uma nova ordem política, liberal, democrática e voltada para o
desenvolvimento industrial e econômico do Brasil.
E
necessário dizer que tanto os tenentes, como os empreendedores eram filhos da
velha guarda conservadora detentores do poder político em virtude do poder
econômico e eram chamados de barões do café com leite.
A
ruptura, portanto, não seria pacifica.
Getulio
Vargas se desincompatibiliza das funções ministeriais para concorrer ao Governo
do Rio Grande do Sul.
Vitorioso
passa, pela sua liderança e experiência a influir decididamente na política
nacional.
Aliado
do tenentismo e da nova elite empreendedora inicia movimento para liberar
fluxos de capitais para serem investidos no seu estado natal e toma medidas
saneadoras administrativamente.
Vou
repetir: Getulio Vargas é um fazendeiro do Rio Grande do Sul, que como os
demais fazendeiros do eixo São Paulo/Minas, viam o esgotamento da capacidade de
produzir riquezas no campo, principalmente porque o mundo já não tinha
capacidade para absorver produtos de origem animal e o nosso café já não atraia
o interesse mundial. Diga-se que pela recessão de 1928, o café era um produto
substituível na mesa das famílias do mundo todo.
Suas
iniciativas políticas como governador do Rio Grande do Sul o credenciaram para
ser candidato a Presidência da Republica.
O
modelo político eleitoral da época dava aos governadores uma importância
significativa, ou melhor, eram os governadores quem escolhiam “o” ou “os
candidatos”.
Para
as eleições de 1930,
Washington Luiz , Presidente da Republica indica Julio Prestes
de São Paulo, quebrando o rodízio da política café com leite.
Minas
Gerias indica Getulio Vargas e a Paraíba indica João Pessoa seu governador como
vice na chapa de Getulio.
Decorrem
as eleições e Getulio Perde.
João
Pessoa é assassinado na Paraíba.
Surge
um grande motivo para o levante de uma conspiração tenentista e da elite
empresarial para um golpe.
Em 03 de outubro de 19 30,
dá-se o levante.
Rio
Grande e Minas Gerais marcham em direção a São Paulo.
Porém
não houve grandes conflitos porque em 24 de outubro foi dado um golpe militar
que destitui
Washington Luiz e assumiu o poder uma junta militar.
Getulio
assumiu o governo da Republica dos Estados Unidos do Brasil na tarde de 03 de novembro de 19 30.
Encerra-se
a velha República.
Getulio
Governa o Brasil até 1945.
É
um período rico de fatos e de movimentos que ficaram registrados na nossa
história.
Em
Getulio III procurarei ser fiel a narrativa histórica, ainda que saiba ela foi
contada e escrita pelos vencedores.

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