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terça-feira, 11 de setembro de 2012

Getúlio Vargas II


Denominado o Pai dos operários.
Foi populista enquanto ditador.
Foi popular enquanto Presidente eleito
Nacionalista, quase xenófobo.







Getúlio Vargas, um estancieiro do oeste dos pampas rio-grandense, terras de pastagens férteis e de grande produção de bovinos e equinos, não se pode nunca afirmar que fosse defensor exclusivo das classes populares.
Getulio desenvolveu uma brilhante carreira política no seu estado, sendo Deputado Estadual, Federal e Governador.
Na qualidade de Deputado Federal e como líder de sua bancada na Câmara Federal foi nomeado por Washington Luiz como Ministro da Fazenda, tendo conforme muitos relatos desempenhado importante trabalho para a República.
Nesta função e por desencargo de ofício e é claro de olho na Presidência da República, viaja pelo Brasil, em especial vai muito a São Paulo e lá encontra uma gama de empreendedores que reclama e proclama o atraso do país no desenvolvimento industrial e juntos deles, líderes do tenentismo, movimento político dentro dos quartéis que se soma aos jovens empreendedores no discurso de uma nova ordem política, liberal, democrática e voltada para o desenvolvimento industrial e econômico do Brasil.
E necessário dizer que tanto os tenentes, como os empreendedores eram filhos da velha guarda conservadora detentores do poder político em virtude do poder econômico e eram chamados de barões do café com leite.
A ruptura, portanto, não seria pacifica.
Getulio Vargas se desincompatibiliza das funções ministeriais para concorrer ao Governo do Rio Grande do Sul.
Vitorioso passa, pela sua liderança e experiência a influir decididamente na política nacional.
Aliado do tenentismo e da nova elite empreendedora inicia movimento para liberar fluxos de capitais para serem investidos no seu estado natal e toma medidas saneadoras administrativamente.
Vou repetir: Getulio Vargas é um fazendeiro do Rio Grande do Sul, que como os demais fazendeiros do eixo São Paulo/Minas, viam o esgotamento da capacidade de produzir riquezas no campo, principalmente porque o mundo já não tinha capacidade para absorver produtos de origem animal e o nosso café já não atraia o interesse mundial. Diga-se que pela recessão de 1928, o café era um produto substituível na mesa das famílias do mundo todo.
Suas iniciativas políticas como governador do Rio Grande do Sul o credenciaram para ser candidato a Presidência da Republica.
O modelo político eleitoral da época dava aos governadores uma importância significativa, ou melhor, eram os governadores quem escolhiam “o” ou “os candidatos”.
Para as eleições de 1930,  Washington Luiz , Presidente da Republica indica Julio Prestes de São Paulo, quebrando o rodízio da política café com leite.
Minas Gerias indica Getulio Vargas e a Paraíba indica João Pessoa seu governador como vice na chapa de Getulio.
Decorrem as eleições e Getulio Perde.
João Pessoa é assassinado na Paraíba.
Surge um grande motivo para o levante de uma conspiração tenentista e da elite empresarial para um golpe.
Em 03 de outubro de 1930, dá-se o levante.
Rio Grande e Minas Gerais marcham em direção a São Paulo.
Porém não houve grandes conflitos porque em 24 de outubro foi dado um golpe militar que destitui  Washington Luiz e assumiu o poder uma junta militar.
Getulio assumiu o governo da Republica dos Estados Unidos do Brasil na tarde de 03 de novembro de 1930.
Encerra-se a velha República.
Getulio Governa o Brasil  até 1945.
É um período rico de fatos e de movimentos que ficaram registrados na nossa história.
Em Getulio III procurarei ser fiel a narrativa histórica, ainda que saiba ela foi contada e escrita pelos vencedores.






    

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