Estamos vendo a zona do euro
afundar na crise provocada pelo sistema financeiro.
O Professor Nehemias Gueiros
Jr., escreveu e o Correio do Brasil online publicou em 04/11/2008 interessante
artigo sobre o “escudo vermelho” que significa Rothschild
em Alemão.
Provavelmente os leitores deste
blog já ouviram falar neste importante nome o mais poderoso economicamente da
face da terra.
Por muito tempo venho me
escusando de falar sobre este tema porque entendia ser muito complexo.
Mas hoje diante das notícias de
que a Espanha afunda e convencido de que é necessário repensar nossas ações resolvi primeiro recomendar a leitura
do artigo do Professor Gueiros contido no blog do “Pedro Porfírio” sobre o
título “A maior fraude da História”.
O articulista faz um minucioso relato
do papel dos moneychangers, (os
argentários, agiotas e depois banqueiros) na história econômica do
planeta desde 200 anos antes de Cristo. Estes se especializaram em amealhar
riquezas explorando o dinheiro e principalmente controlando e imprimindo moeda em todo o mundo sem controle do estado.
Os estadistas que se atreviam a tocar neste império eram mortos; como se lê no
artigo citado e pela constatação histórica.
Com o controle dos Bancos
Centrais (aquele discurso do Banco Central do Brasil livre do controle do
estado faz parte deste imbróglio), os membros da família “escudo vermelho”
imprimem e emprestam moeda sem lastro. Simplificando: Isto significa emprestar
mais dinheiro do que se tem em caixa. Lembro-me de que nossa moeda até meados
dos anos sessenta continha em uma de suas faces uma inscrição que garantia ao
portador trocá-lo pelo equivalente em ouro junto ao tesouro nacional. Ou seja,
era um dinheiro que tinha lastro, garantias do estado.
Estes poderosos acabaram
descobrindo que melhor era emprestar para governos. Para os governos pagarem
criam-se impostos até que chega ao limite da exaustão das populações e o estado
fica impossibilitado de honrar seus compromissos. No governo FHC o estado
brasileiro vendeu todos os seus ativos para pagar contas externas e internas.
Os trabalhadores perderam seus empregos, a saúde perdeu qualidade, a educação
foi levada ao caos, a segurança pública virou insegurança, a infra-estrutura
ficou sem investimentos, nossas estradas sumiram, nossos portos e aeroportos ficaram
defasados e varias funções de estado foram extintas. Um caos, fome, miséria,
desemprego e o país sobre a tutela do FMI e do Banco Mundial, não podia fazer
investimento na qualidade de vida de seu povo.
O retrato que estamos vendo da
situação dos países europeus, principalmente, Espanha, Itália, Portugal, Grécia
e a França na beira do cataclismo e muito parecido com o nosso.
Confesso fico sem chão, não
tenho onde pisar, não vejo solução para o problema, estes senhores protegidos
na ilha de Manhattan, denominada de Nova Iorque, controlam o mundo, financiam
guerras (os dois lados), comandam governos e impõe sanções aos que se atrevem a
contrariá-los.
A expansão e a retração
econômica de um país, de um bloco econômico, de um continente e de toda a terra
esta sobre o seu controle.
Saddam Husseim, Muammar
Al-Gaddafi, resolveram não mais negociar o petróleo com dólares, seus países
foram atacados, invadidos e eles presos e mortos. Hoje todo o oriente esta em
conflito, porque os interesses dos moneychangers estão sendo contrariados.
Agora entendo o porquê de Mahatma Gandhi ter
feito a sua revolução sem armas, pois se com armas lutasse acabava ficando
refém destes senhores e a Índia acabou independente e conservando a sua
autonomia econômica.
Penso que os povos por toda a
terra deveriam conhecer melhor esta arma deflagradora de fome e de miséria (lembre-se
de que tudo o que o povo constrói e acumula durante décadas, um simples
movimento nas peças do tabuleiro econômico destrói tudo, ou melhor, os moneychangers ficam com tudo, casa, carro, emprego,
poupança, dignidade). Repito: os povos devem conhecer a origem de seus
problemas para poder combatê-los. Os franceses neste meio de ano deram
respostas claras de que não se deixarão enganar. Os Gregos foram traídos pelos
partidos de esquerda que no segundo turno das eleições sucumbiram sobre a
pressão do bloco comum europeu e mudaram o discurso provocando confusão e
desesperança no seio da população.
Mas é pouco, não é nada diante
das catástrofes que se avizinham.
Quando a solução para velhos e
desempregados é o suicídio estamos vivendo no abismo.
Repensar nossas ações eis o
primeiro passo.
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