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domingo, 12 de fevereiro de 2012

A porta de saída

A crise mundial provocada pelo sistema financeiro vem se agravando no decorrer dos dias.
A Grécia perdeu a soberania, Portugal esta por um fio; na Espanha agora por DECRETO o governo corta salários, aumenta a jornada de trabalho e reduz em até 25% as aposentadorias complementares; isto mesmo, as aposentadorias complementares, aquela que por aqui, dizem, é a garantia de uma terceira idade feliz.
Na outra ponta a Sra. Merkel esta conseguindo fazer, usando o poder econômico da Alemanhã o que Hitler não fez belicamente, ou seja: Colocar toda a Europa sob o domínio germânico.
Não me compete analisar os riscos de um novo grande conflito mundial, mas que existe, me parece, é óbvio.
É também observável que as organizações sociais entre elas os partidos políticos perderam o vetor do problema e estão dando voltas e batendo cabeça. Parece-me compreensível porque todos indistintamente não querem mexer na estrutura estatal e no regime de governo que os beneficia.
Da mesma forma os Sindicatos beneficiados ao longo de mais de quatro décadas pelas políticas do Estado Social recebendo tudo gratuitamente, agora não sabem como fazer para sair do ferrolho a que estão submetidos, até e porque dependem das estruturas políticas partidárias para o afloramento de propostas orgânicas.
Nós aqui vivemos um momento deveras singular.
As polícias militar e civil estão em pé de guerra contra o estado que reduziu suas carreiras e terceirizou suas atividades, porem, cometem grave erro ao usarem de instrumentos coercitivos e de violência próprios do estado. Ainda pensam que o movimento se faz nas ruas com passeatas e com vandalismo.
A porta de saída para os movimentos sociais é usarem aqui, ali e acolá a desobediência civil. Vamos parar, vamos. É um direito indestrutível e irrevogável, mas ao mesmo tempo ou ficamos em casa ou vamos visitar um parente bem distante do nosso local de trabalho, se não tiver parente, vá para um canto de praia, ou de campo e faça aquelas férias que nunca fez com a família.
Os policiais daqui, de ali e de acolá, podem como sugeriu um oficial da reserva, fazer “operação tolerância zero”. Ia ser um deus nos acuda, de tanto colarinho branco na cadeia. Com certeza as populações iam ver de que lado esta quem governa.

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