Quando tive a ideia nada original de criar um blog com a
finalidade de fazer pensar, imaginei que as frequências, se houvessem, seriam
por trabalhadores que como eu, estavam e estamos caminhando para o fundo do poço.
O estado dito democrático esta a serviço do capital
financeiro, nós trabalhadores governados por um líder carismático, oriundo das
classes trabalhadoras perdemos a capacidade de agir diante do temor de
atrapalhar a ação do Trabalhador Presidente.
Na verdade as organizações sindicais e as lideranças dos
trabalhadores tinham sido imobilizados pelo desemprego e pela crise econômica
que o pais atravessava, diga-se crise preparada desde o governo Collor de Mello
tendo seqüência no governo Itamar Franco. O governo destes senhores intervém
fortemente nas funções de estado, desmobiliza e reduz a máquina pública e
aumenta as contratações terceirizadas para execução de tarefas de estado. O
país mergulha na insegurança e no desemprego, vem as privatizações doações no
governo FHC, todos os ativos com poder de ganho foram entregues a iniciativa
privada. A tão chamada dívida pública não foi reduzida e o país ficou refém do
sistema financeiro que emprestava a juros de até 48% por cento ao ano,
fragilizando ainda mais nossa conta pública e reduzindo a capacidade de pagamento.
Para fragilizar o governo do operário, o FMI as vésperas de
sua posse exige a garantia de que os contratos seriam mantidos e a reserva para
cobrir o déficit fosse aumentada. O Presidente Bush chama Lula e este vai a Washington
beijar a mão do todo poderoso.
Lula melhora a vida de muita gente, tira o país do abismo,
empresta dinheiro ao FMI, transforma a dívida interna em divida externa, porém
setores da classe média ficam a mercê da sorte. Os funcionários públicos
continuam com seus salários achatados, as carreiras deste segmento continuam
uma incógnita, o aposentado com renda superior ao mínimo vem sendo pisoteado da
mesma forma que os governos anteriores.
Esta questão merece uma análise particular já que o sistema
financeiro é dono do sistema de aposentadoria privada tem que deixar claro para
os assalariados com renda superior ao mínimo que a garantia de melhores
rendimentos tem que ser provia via este sistema que toma em torno de trinta por
cento da renda do trabalhador, para garantir nos primeiros anos uma renda de
aposentadoria igual aquela que tinha na ativa.
A tática e simples: Os filhos, amigos e parentes ainda em idade
ativa acompanham a redução da qualidade de vida de seus pais, amigos e parentes
e tomados pelo medo acabam comprando um plano privado de previdência, que nada
garante, apenas que sua qualidade de vida agora também é reduzida.
Pois dizia no primeiro parágrafo, nas primeiras palavras que
a finalidade deste blog era fazer pensar.
Ocorre que acabei me deparando com a síndrome das idéias em
circulo, ou seja: Meus leitores não conseguem fazer leitura da sua realidade e
acabam seguindo as idéias da mídia televisiva que empanturra as pessoas com a
sua competente linguagem de sedução e de alienação que tanto interessa ao
sistema global.
Mas não vou desistir e pretendo nos próximos temas abordar
com mais profundidade a questão do repensar, do rever, da reflexão sobre o
cotidiano.
Aos meus amigos que me lêem, peço me ajudem nesta missão,
para criarmos um forte sentimento de fraternidade e de busca de conquistas que
nunca tivemos.
Vou ficar ausente no período de verão, de quando em quando
estarei aqui e espero que o costão me abrigue quando estiver pescando e areje
minhas idéias para ser útil aos meus pares e quiçá podermos dizer aos governos
que entendemos perfeitamente este jogo e que nosso pensamento reflexivo esta
nos levando a um novo entendimento da realidade e que ela nos desfavorece.
Um abraço
É uma pena que as pessoas não perdem alguns minutos de seu precioso tempo para ler textos maravilhosos como estes. Descanse a mente e o espirito. E retorne com a cabeça repleta de ideias para mais textos. Eles são fantásticos.
ResponderExcluirObrigado, sempre é bom ouvir uma voz que nos incentive. Em breve voltarei com mais textos.
ExcluirMande-me seu endereço eletrônico
Meu caro Ademir Klein
ResponderExcluirGostei muito e me identifiquei com o artigo que me enviou, postado em seu blog.
Não discordo de uma linha.
Tenho me dedicado há muitos anos a compreender o por que da maioria das pessoas não perceberem os verdadeiros fatos que estão por trás dos que a mídia nos apresenta.
Cheguei a conclusão que não adianta. Deve ter alguma coisa diferente no DNA das pessoas que percebem, esta é a única hipótese a que cheguei.
Estou lendo um livro sobre o assassinato de Kennedy, escrito por uma jornalista brasileira que teve aceso a toda documentação do serviço secreto cubano sobre o assunto.
O livro foi escrito em 1994 e, já bem no seu início, ela relata uma ação da CIA para assassinar Fidel Castro, exatamente igual a duas já relatadas anteriormente.
E ela comenta que não existe "inteligência" no que a CIA faz, que eles repetem sempre a mesma coisa.
E mostra os principais passos:
desmoralizar o governante "da vez" internacionalmente;
forçar os países parceiros dos EEUU a boicotar o dito país;
ações internas para enfraquecer o governo do país e/ou forçar o governo a tomar uma atitude (tipo o que foi feito no Iran agora com o atentado ao cientista);
e, finalmente e caso ainda seja preciso, uma ação de "fogo amigo" nos EEUU, que no caso de Cuba relatado no livro seria um ataque a Guantânamo.
Isto vem se repetindo desde a guerra fria, e ninguém percebe, não quer perceber ou finge que não percebe.
Estamos às portas de uma 3a. guerra mundial, e ninguém se dá conta disso.
Fico lembrando do quanto a minha geração se preocupava a cada crise entre a União Soviética e os EEUU, e hoje as pessoas não estão nem aí.
E olha que o tempo confirmou, com documetos e depoimentos dos que participaram destas crises, que estivemos várias vezes muito perto de um cataclisma nuclear.
Acho que o que nos salvou foi nossas orações, pois rezávamos muito pela paz mundial.
Hoje nem isso se faz. As pessoas oram para ter mais recursos e poder consumir mais.
Um grande abraço, e que Jesus continue lhe abençoando.