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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Vamos a luta

Estou acompanhando o desenrolar da situação econômica da Europa e como os governos conseguem pelo medo conter os movimentos populares.
Não o medo da polícia e da repressão, mas medo do futuro, das coisas que estão por vir, principalmente da fome e da miséria. 
O tema de hoje que pretendo desenvolver é o estrago que os sistemas educacionais provocaram na juventude, preparada não para a vida mas para o trabalho, aqui como lá os problemas são os mesmos, os trabalhadores confiam nas instituições sob a tutela do estado e não conseguem entender como a máquina econômica se movimenta no sentido de retirar dos mais pobres toda capacidade de mobilização na defesa de seus interesses. As práticas dos trabalhadores são as mesmas há dois séculos, paralisações, greves, passeatas, protestos em praça pública com o ajuntamento de pessoas com seus brados, suas bandeiras e seus estigmas sociais e sua incapacidade de ser pró-ativo na busca da consolidação de suas conquistas históricas.
Esquecem que greves hoje, não provocam prejuízos ao capital, eles tem ações globalizadas; uma paralisação na Grécia, na Itália, Espanha nada significa porque o braço, o tentáculo do poder esta espalhado pelo mundo.
Uma greve de bancários no Brasil não afeta o sistema financeiro na Europa, na America Latina, ou na Ásia.
Uma greve de metalúrgicos aqui, não para a produção de automóveis nos outros países e assim sucessivamente.
É necessário encontrar uma nova forma de luta coletiva, abrangente, com forte impacto nas decisões políticas dos governantes. Nem mesmo trocar governos resolve porque estes são iguais sejam de esquerda ou de direita.
Não tenho dúvidas que é necessário experimentar novas ações, pacíficas, lúdicas, juntando jovens de todas as idades no mesmo movimento para fazer tremer os alicerces dos estados guardiões dos interesses econômicos de poucos, hoje dos interesses do sistema financeiro.
Com paralisações por categoria profissional?
Com certeza não.
Digamos que seja convocada uma greve geral para uma sexta feira e toda a família vai nesse dia desenvolver atividades de lazer, sem concentrações, apenas o coletivo resolveu não trabalhar. Na segunda à zero hora voltam ao trabalho com a alma lavada e a mente fervendo de propostas de ações e de convencimento para incluir aqueles segmentos que por força do estado são obrigados a trabalhar como a segurança pública.
Pensem na mobilização da terceira idade que já não tem nada o que perder, mobilizando filhos e netos para um descanso prolongado. Não tem condições de ausentar-se do lar por questões financeiras, fiquemos em casa conversando com os filhos e netos e traçando a próxima ação. Não será a greve de uma categoria, mas a paralisação de uma nação.
Eu penso por exemplo que seria importante uma ação conjugada de todos os trabalhadores não comprando produtos anunciados na rede globo que é a maior emissora de televisão do país e é instrumento para a dominação ideológica das massas.
Toda vez que a rede globo anunciar que a previdência tem déficit, nós ficaríamos por seis meses sem adquirir produtos dos seus anunciantes, não compraríamos nos magazines e lojas que anunciam nessa emissora e assim sucessivamente.
Seriam ações de cunho ideológico de defesa dos interesses dos que vivem de salário.
A desobediência civil é outro instrumento, por exemplo: não mandar os filhos para a escola em todos os níveis durante um determinado período de tempo. Não pagar impostos, ocupar prédios públicos, principalmente aqueles de governo.
Vejo com satisfação os velhinhos como eu agrupando-se nas praças, jogando conversa fora, espalhando a sua alegria, trocando conhecimento e assim sucessivamente.
São ações do povo contra o estado com a profunda convicção de que ele tem que ser modificado. Os americanos iniciaram um movimento de desobediência civil pelas principais cidades americanas, só erraram na forma: acamparam nas praças. Nada de acampamento, de sujeira coletiva. Ir as praças sim, parar wall street, sim, acampar não.
Qual é o problema de todo dia pela manhã tomar as praças?
Apenas e tão somente falta de coordenação e de liderança.
Vamos a luta.
Com inteligência.
Com uma meta a ser alcançada.  

2 comentários:

  1. TO COM TIGO O POVO NAS RUAS PASIFICAMENTE RESOLVE A SITUAÇÃO A CLASSE DOMINANTE TEM PAVO DE POVO NA RUA. SO MUDARIA O DIA DE PROTESTO COM A PARALIZAÇÃO TOTAL DO PAIS A ULTIMA SEGUNDA FEIRA DO MES - AS PESSOAS JÁ ESTARÃO ARTICULADAS EM CASA PELO FIM DE SEMANA. É SO NÃO SE APRESENTAR NO TRABALHO. O SILENCIO É TUDO. REGATTIERI

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  2. TO COM TIGO O POVO NAS RUAS PASIFICAMENTE RESOLVE A SITUAÇÃO A CLASSE DOMINANTE TEM PAVO DE POVO NA RUA. SO MUDARIA O DIA DE PROTESTO COM A PARALIZAÇÃO TOTAL DO PAIS A ULTIMA SEGUNDA FEIRA DO MES - AS PESSOAS JÁ ESTARÃO ARTICULADAS EM CASA PELO FIM DE SEMANA. É SO NÃO SE APRESENTAR NO TRABALHO. O SILENCIO É TUDO. REGATTIERI

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