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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Me dá arrepios.

Quando vejo manifestações eclesiais contra isso ou contra aquilo.
No passado recente, Lech Walesa o herói polonês, reverenciado por maioria expressiva do sindicalismo brasileiro, na sua luta contra o repressão do regime estatal do Leste Europeu, teve fundamental apoio do Papa João Paulo II..
A época, início dos anos oitenta, me foi outorgado à primazia de liderar os metalúrgicos do Extremo sul do Estado de Santa Catarina, e sempre fui contra o fortalecimento daquele líder, porque entendia que ele enfraquecia um sistema econômico, apresentando como alternativa e modelo a Democracia Liberal, capitaneada pelos Estados Unidos da América, que não interessava aos trabalhadores da America Latina.
A economia americana e suas políticas colonialistas apenas tiravam o sangue, deixando nossos veias abertas sem possibilidade de recuperação.
O maior aliado de Lech Walesa era Karol Józef Wojtyła, denominado Beato Papa João Paulo II.
De Walesa podia-se esperar todas as contradições possíveis, mas não de Wojtyła. Aquele sem sombra de dúvidas é um ignaro em relação a Este. Walesa um operário eletricista, Wojtyła um letrado homem da Igreja, estudioso das coisas humanas e dos principados terrenos, não podia de forma alguma apoiar a derrubada de um sistema, que se era ruim, servia como paradigma para as relações entre capital e trabalho no resto do mundo com influencia europeia.
Os Papas, são falíveis é verdade e deles pode se esperar coisas absurdas, Pio XII colaborou com o Nazismo. 
Ainda que historiadores e a própria igreja catolica negue que Pio XII tenha colaborado com os nazistas, historiadores que contam a história das atrocidades cometidas contra os Judeus pelos nazistas afirmam que Pio XII colaborou com Hitler desde a ascenção deste ao poder am 1933, e que passada a guerra acabou descobrindo que bispos e presbiteros com acendencia judaica haviam salvado milhares de Judeus do Sacrificio Fisíco, apossou-se deste fato para escrever e ressaltar que o seu papado fora defensor das liberdades individuais e contrário ao massacre nazista em toda a europa.
Confesso, não sou simpático as causas da Igreja Católica e credito ao movimento de protesto de Martin Luther (Martinho Lutero) e a teologia de Jean Cauvin  (João Calvino) os avanços conquistados nas ciências e nas artes da era iluministas. Este movimento surgiu na França do século XVII e defendia o domínio da razão sobre a visão teocêntrica que dominava a Europa desde a idade média. Segundo os filósofos iluministas, esta forma de pensamento tinha o propósito de iluminar as trevas em que se encontrava a sociedade.
Esta era a pregação de Lutero, este não defendia a razão como motor da humanidade e do conhecimento, mas e sim a fé em Cristo. Se os iluministas fireram antitese a Lutero, apenas contribuiram para que o pensamento fosse livre e a alma humana tinha o direito e o dever de fazer crescer e florecer o pensamento.
Não ocorreu o mesmo com João Paulo II, como igualmente não acontece com Bento XVI, este altamente conservador tem orientado a Igreja contra as teologias libertadoras, condenando e excomundo os presbiteros que não se submetem.
A Igreja é secular e tem dominio sobre o conhecimento, já espirimentou e vivenciou as falências teóricas de regimes facistas, nazista, socialista e capitalista, tem no seu seio estudiosos e esperimentados atores nas questões sociais; derrubando um regime e não ter nenhuma outra opção a não ser respaldar o falido sistema capitalista liberal, me parece, não foi por falta de outras opções.
Os Bispos Portugueses estão alertando os católicos de lá dizendo que:
Não podemos abster-nos da vida democrática, nem devemos cair nas mãos de novos senhores sem rosto" exortam, frisando que "também aqui se há-de respeitar a verdade, condição básica da justiça e da paz".
A pergunta que me dou o direito de fazer é: “Que democracia?

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