Desde o início da era capitalista os trabalhadores se defrontam com uma força imbatível como já preconizava os moradores da “Demo” (povo em grego]; excluídos das decisões políticas insistiram que só o modelo exercido por eles para resolverem seus problemas internos, ou seja: Participação e deliberação; afirmavam que o estado não pode estar a serviço dos poderosos mas de todos.
Na Grécia antiga surgem os primeiros grandes filósofos, tão importantes e tão sábios que influenciam o pensamento contemporâneo, se levarmos em conta que eles na sua diversidade influenciaram pensadores como Hegel, Karl Marx, Auguste Comte, Hobbes, Locke e Jean Jacques Rousseau, sem esquecer de Maquiavel.
A citação deste rol de grandes pensadores é para lembrar o contraditório entre eles, enquanto uns afirmavam que o estado oferecia segurança a todos, outros afirmavam que a democracia capitalsita é exercício de poucos para usufruir da riqueza historicamente produzida por todos. Sem entrar no mérito de quem é quem nesta história não tão singela vamos dar uma olhada para o início do século 20 ou mais precisamente para o ano de 1905 data da aurora dos movimentos populares na Rússia culminando com a tomada do poder em novembro de 1917 (calendário ocidental) pelos bolcheviques.
A aurora da tomada do poder pelos bolcheviques, resultou na aurora de uma vida digna para os trabalhadores de todos os continentes onde chegava o processo industrial.
O modelo Russo de gestão popular deu aos trabalhadores sob este regime melhores condições de vida e de trabalho detectada principalmente durante a 2ª guerra mundial sendo um exemplo para o resto do mundo. Como a orientação de Marx e Engels no manifesto comunista estava ganhando corpo principalmente entre as principais potencias européia e na americana, estes estados pela ação de seus governos implantaram com sucesso a política do “Welfare State, ou estado do bem estar social”, oferecendo inclusive melhores condições de vida e de trabalho do que aqueles. Era a política do “Vão-se os anéis mas ficam os dedos”.
Com a derrocada do sistema capitalista de estado implantado pela União Soviética, os capitalistas de cá, com ações do estado (pelos governos) passam a retirar as vantagens auferidas pelos proletários no decorrer da guerra fria. Estes também pela ação do estado, ficam sem representação política, estão desmobilizados e sem força para combater as ondas de furor do capital sobre as suas “conquistas”.
Quando tudo parecia normal, ondas de protestos começam a serem desenvolvidas em regiões e nações totalmente diversificados, das mais desenvolvidas as sub-desenvolvida reivindicando participação nas decisões que afetam suas vidas.
Posso afirmar de meu ponto de observação que o movimento pelo capitalismo global, cometeu um grande erro, -subjugar os pensadores sociais aos seus próprios interesses.
Não havendo pensamento social na defesa dos interesses da grande maioria, ficou difícil perceber o grande movimento de insatisfação que se gestava no seio das populações. Elas estão ai e posso afirmar que dela nascerá uma nova força política que venha ao encontro dos interesses coletivo das nações e com um novo contorno estatal; não reprisando a história, mas pela continuação da história represada pelos atrasos do dito comunismo e pelo atraso maior do capitalismo, que não soube inserir-se na falência do modelo totalitário, abrindo uma moratória para recuperar-se, reerguer-se e fortalecer-se distribuindo e permitindo que os produtores de riquezas dela fizessem parte. Erro maior será tentar sufocar estes movimentos: Seja pela ação truculenta do estado que gera violência, seja pela ação de concessão de novos anéis, porque isto já não interessa. É bom olhar o futuro pelo telescópio da história.
Caro Ademir Klein,
ResponderExcluirConstato que a crise global atual criada propositalmente pelo capital e para o capital infelizmente e para foltalece-lo...
Desejo que movimento como o dos indignados da Espanha, realmente represente uma mudança nas formas da concepção da política, e da dita "democracia" que reina no ocidente e se impregna lentamente também no oriente...
Vivemos numa ditadura do capital, em que prevalece a ética do mercado, e o tão almejado poder de consumo... Todos os discursos atuais de esquerda são obscurecidos pela lógica do consumo, que alimenta a sagacidade mercantil, e faz da humanidade um aglomerado de consumidores.... Precisamos urgentemente mudar o norte da trajetória e acreditar que o homem pode ser mais humano, ou seja, mais solidário com seu próximo... Na essencia e não só no discurso...
Para contribuir com o comentário anexo o seguinte texto:
"Não sei se é pessismo, se é realismo. Nós vivemos um período terrível. Mas não é só
em Portugal.
É a Europa, é a América, é o mundo muçulmano e o mundo oriental. O Oriente que era a
fonte da
sabedoria, está agora a copiar o lado da civilização europeia, que é o do
conhecimento. Mas está a
copiar os erros comprovados da civilização ocidental. Estão a fazê-lo na China, na
Índia, na
Rússia... Com as centrais atómicas e com todo o processo poluente, erros provados e
comprovados.
Quando parecia que deveria ser o Ocidente a beneficiar da sabedoria do Oriente para
corrigir os
seus erros, é o Oriente que põe de lado a sua sabedoria e vem buscar os erros do
Ocidente para os
repor lá e continuá-los. O mundo está louco." (Manoel de Oliveira, cineasta português)
Abraço,
Fernando J F Gonçalves
Fernando
ResponderExcluirNão esquecer que a sociedade humana esta sempre em movimento na busca da felicidade.