Senhor Pedro Porfírio.
Renovo a minha admiração pela sua bravura.
No entanto, cabe-me mais por dever de ofício (como cientista social) do que pela nossa amizade cibernética dizer-lhe que sua avaliação sobre o governo Lula e o sistema bancário tem alguns equívocos.
Veja: O homem social e a sua organização política vem desde milênios numa transição permanente.
A agricultura e o sistema agrário com a posse da terra e do poder sobre o estado teve uma duração de aproximadamente três mil anos. Os impérios; Romano, Persa e outros com seus exércitos se fizeram grandes porque dominavam o estado e a agricultura era à base de sustentação da economia.
A descoberta das pedras preciosas e de minérios como o ouro vieram muito depois da prata, do chumbo e do cobre e antes do minério de ferro.
Muito antes de Cristo os Romanos esmagaram Cartago uma cidade estado finícia pelo controle do mediterrâneo por onde navegavam navios carregando viveres, prata e outros minérios de igual importância.
Neste longo período o escravismo, o feudalismo e de novo a escravatura se revezam no sistema de produção da riqueza.
E é para os donos das terras que o estado se organiza e é pelos donos das terras que o poder político e mantido.
Com o surgimento da produção manufatureira transitando do artesanal para o industrial uma nova força econômica se instala nas cidades. No entanto esta força econômica denominada de burguesa não tem o poder político.
Com o crescimento do sistema industrial, grandes conflitos e revoluções são deflagrados por todo o mundo, principalmente na Inglaterra e França; nesta última a tomada da bastilha e na Inglaterra a abolição da escravatura precedida de uma ampla campanha popular mudaram a face do mundo.
Os burgueses tomam conta do poder e o fim da escravatura fortalece o sistema remunerador do trabalho ou seja: O salário.
Estão ai duas novas características do novo poder político: o salário e a burguesia ou a burguesia e o salário.
A transição do sistema econômico baseado na agricultura e do poder político do estado baseado na posse da terra é substituído pela nova figura que se hegemoniza socialmente: O Burguês pagando salários.
Com o domínio político da burguesia a organização do estado sofre profundas alterações e o senhor das terras perde o poder político.
Na verdade a nova classe hegemônica e oriunda dos senhores das terras que viram na industria um novo filão mais forte que o ouro se desenhar no cenário econômico.
Há os que negam, mas a abolição da escravatura em Inglaterra dá-se exatamente porque escravo não consome.
Olhando pelo retrovisor do tempo vamos ver que o sistema agrícola/agrário perdurou por milênios.
As descobertas científicas fizeram o sistema industrial avançar rapidamente ocupando todos os espaçओस, tirando o homem do campo e fazendo das cidades grandes favelas com bolsões de pobreza.
É claro a pobreza não preocupa os novos donos do poder muito pelo contrário é razão do seu grande sucesso; já que todos os que não tinham posse almejavam ter um salário e para tê-lo era necessário submeter-se as condições de trabalho no sistema fabril.
Hoje vimos crescer entre nós uma insatisfação muito grande com os rumos que toma a economia sendo dominada pela nova força política que é a indústria financeira. Na verdade fico pensando o que a exploração financeira tem a ver com indústria, no meu modesto entendimento; nada.
Quando freqüento as hostes dos industriais, suas reuniões e seus seminários sempre vejo alguém levantar a voz dizendo que o governo já não os escuta e é aplaudido.
É que estes senhores ainda não entenderam e não perceberam que o poder político fugiu das suas mãos.
Que hoje globalmente os estados estão a serviço do novo capital financeiro não tão novo assim e que eles (os industriais) são meros expectantes de um novo mundo.
Ontem nós sabíamos quem eram os grandes capitães de Indústria e podíamos se necessário atacá-lo e fragilizá-lo moralmente. Hoje os donos do capital financeiro não têm rosto, são anônimos na sociedade e operam nas bolsas de valores e residem no mundo e o mundo esta a seu serviço.
Vimos há poucos dias governos e chefes de governos debaterem-se para debelar mais uma das crises que o capital financeiro tem criado, dizem maior que o de 1929 e da mesma origem e da mesma força econômica.
Nós com certeza ficamos mais pobres, mas o sistema financeiro recebeu trilhões de dólares para superar a chamada crise. E Não foi só no Brasil, foi no mundo; sinal de que o mundo e dominado por este sistema.
É claro a insatisfação e a angustia existente entre nós está fazendo as pessoas repensarem a importância dos salários e já muitos se declaram escravo dele.
Isto é um sinal de que os homens estão à procura de um novo instrumento que lhes dê poder de satisfazer as suas principais necessidades entre elas à de carinho e de afeto.
Eis a grande questão e nela a mais dolorida: as ciências sociais abduziram ou foram cooptadas pelo novo poder e são raras as linhas de estudo produzidas por este segmento que produziu tão grandes idéias e as pôs em debate na sociedade e sendo resultante delas (as idéias) um cabedal de modelos socioeconômico que revolucionaram o mundo no último século.
Portanto meu caro, não é o Operário Presidente o facilitador do sistema bancário; é o sistema bancário que domina o estado e dominando o estado submete governos e os põe a seu serviço, aqui e acolá.
O que esta por vir é um mundo totalmente diferente daquele preconizado pelas forças antagônicas no século passado e como a história não morreu um novo fato histórico esta em construção.
Talvez eu e o Senhor não tenhamos o privilégio de ver o avanço que se dará onde ninguém receberá salários, mas sim participará das riquezas historicamente produzidas, mas se olharmos atentamente vamos ver sinais de que tudo esta para mudar; os seus artigos são provas inequívocas disso.
Meu abraço e meu carinho, pense num modelo social/econômico que não será nem capitalista nem comunista/socialista.
Renovo a minha admiração pela sua bravura.
No entanto, cabe-me mais por dever de ofício (como cientista social) do que pela nossa amizade cibernética dizer-lhe que sua avaliação sobre o governo Lula e o sistema bancário tem alguns equívocos.
Veja: O homem social e a sua organização política vem desde milênios numa transição permanente.
A agricultura e o sistema agrário com a posse da terra e do poder sobre o estado teve uma duração de aproximadamente três mil anos. Os impérios; Romano, Persa e outros com seus exércitos se fizeram grandes porque dominavam o estado e a agricultura era à base de sustentação da economia.
A descoberta das pedras preciosas e de minérios como o ouro vieram muito depois da prata, do chumbo e do cobre e antes do minério de ferro.
Muito antes de Cristo os Romanos esmagaram Cartago uma cidade estado finícia pelo controle do mediterrâneo por onde navegavam navios carregando viveres, prata e outros minérios de igual importância.
Neste longo período o escravismo, o feudalismo e de novo a escravatura se revezam no sistema de produção da riqueza.
E é para os donos das terras que o estado se organiza e é pelos donos das terras que o poder político e mantido.
Com o surgimento da produção manufatureira transitando do artesanal para o industrial uma nova força econômica se instala nas cidades. No entanto esta força econômica denominada de burguesa não tem o poder político.
Com o crescimento do sistema industrial, grandes conflitos e revoluções são deflagrados por todo o mundo, principalmente na Inglaterra e França; nesta última a tomada da bastilha e na Inglaterra a abolição da escravatura precedida de uma ampla campanha popular mudaram a face do mundo.
Os burgueses tomam conta do poder e o fim da escravatura fortalece o sistema remunerador do trabalho ou seja: O salário.
Estão ai duas novas características do novo poder político: o salário e a burguesia ou a burguesia e o salário.
A transição do sistema econômico baseado na agricultura e do poder político do estado baseado na posse da terra é substituído pela nova figura que se hegemoniza socialmente: O Burguês pagando salários.
Com o domínio político da burguesia a organização do estado sofre profundas alterações e o senhor das terras perde o poder político.
Na verdade a nova classe hegemônica e oriunda dos senhores das terras que viram na industria um novo filão mais forte que o ouro se desenhar no cenário econômico.
Há os que negam, mas a abolição da escravatura em Inglaterra dá-se exatamente porque escravo não consome.
Olhando pelo retrovisor do tempo vamos ver que o sistema agrícola/agrário perdurou por milênios.
As descobertas científicas fizeram o sistema industrial avançar rapidamente ocupando todos os espaçओस, tirando o homem do campo e fazendo das cidades grandes favelas com bolsões de pobreza.
É claro a pobreza não preocupa os novos donos do poder muito pelo contrário é razão do seu grande sucesso; já que todos os que não tinham posse almejavam ter um salário e para tê-lo era necessário submeter-se as condições de trabalho no sistema fabril.
Hoje vimos crescer entre nós uma insatisfação muito grande com os rumos que toma a economia sendo dominada pela nova força política que é a indústria financeira. Na verdade fico pensando o que a exploração financeira tem a ver com indústria, no meu modesto entendimento; nada.
Quando freqüento as hostes dos industriais, suas reuniões e seus seminários sempre vejo alguém levantar a voz dizendo que o governo já não os escuta e é aplaudido.
É que estes senhores ainda não entenderam e não perceberam que o poder político fugiu das suas mãos.
Que hoje globalmente os estados estão a serviço do novo capital financeiro não tão novo assim e que eles (os industriais) são meros expectantes de um novo mundo.
Ontem nós sabíamos quem eram os grandes capitães de Indústria e podíamos se necessário atacá-lo e fragilizá-lo moralmente. Hoje os donos do capital financeiro não têm rosto, são anônimos na sociedade e operam nas bolsas de valores e residem no mundo e o mundo esta a seu serviço.
Vimos há poucos dias governos e chefes de governos debaterem-se para debelar mais uma das crises que o capital financeiro tem criado, dizem maior que o de 1929 e da mesma origem e da mesma força econômica.
Nós com certeza ficamos mais pobres, mas o sistema financeiro recebeu trilhões de dólares para superar a chamada crise. E Não foi só no Brasil, foi no mundo; sinal de que o mundo e dominado por este sistema.
É claro a insatisfação e a angustia existente entre nós está fazendo as pessoas repensarem a importância dos salários e já muitos se declaram escravo dele.
Isto é um sinal de que os homens estão à procura de um novo instrumento que lhes dê poder de satisfazer as suas principais necessidades entre elas à de carinho e de afeto.
Eis a grande questão e nela a mais dolorida: as ciências sociais abduziram ou foram cooptadas pelo novo poder e são raras as linhas de estudo produzidas por este segmento que produziu tão grandes idéias e as pôs em debate na sociedade e sendo resultante delas (as idéias) um cabedal de modelos socioeconômico que revolucionaram o mundo no último século.
Portanto meu caro, não é o Operário Presidente o facilitador do sistema bancário; é o sistema bancário que domina o estado e dominando o estado submete governos e os põe a seu serviço, aqui e acolá.
O que esta por vir é um mundo totalmente diferente daquele preconizado pelas forças antagônicas no século passado e como a história não morreu um novo fato histórico esta em construção.
Talvez eu e o Senhor não tenhamos o privilégio de ver o avanço que se dará onde ninguém receberá salários, mas sim participará das riquezas historicamente produzidas, mas se olharmos atentamente vamos ver sinais de que tudo esta para mudar; os seus artigos são provas inequívocas disso.
Meu abraço e meu carinho, pense num modelo social/econômico que não será nem capitalista nem comunista/socialista.
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