É necessário lembrar Paulo Freire para dizer que é preciso desnudar; por a nu diante dos olhos a realidade que nos cerca, cuja verdade fica mascarada num mundo abstrato, imperceptível ao olhar; porque não, até dos mais letrados dos homens.
Estes porque não querem, ou porque lhes interessa menos olhar a volta e ver a penúria de seres bípedes, que falam,mas não se comunicam; inteligente, mas ignaro; fazem do mito uma legenda invisível e transformam as relações em dependência, escravizando e sendo escravos de sistemas que defendem sem entender e compreender.
Nossos pares humanos tratados como seres inferiores e sujeitos as mais humilhantes situações, desde a fome até a ausência de um teto como abrigo, morrem nos casebres, ou em leitos de hospitais desprovidos de suporte a vida, porque depósitos fúnebres que mais humilha do que humaniza.
E não é por falta de gritos de alerta, o próprio Cristo ao ensinar a Oração do Pai Nosso, lembrou que era necessário livrar o homem do opressor e ele sabiamente apontava que o opressor não estava fora mas dentro de cada homem e de cada mulher.
Quando o espírito humano incorpora valores que lhe trazem dores e sofrimentos porque oprime, mata, tortura,escraviza; quando o ser humano não consegue tirar o véu que encobre as ideologias contrárias a sua própria felicidade, ele deixa de ser homem livre e passa a condição de escravo.
E a escravidão que descrevo não esta na ausência, mas no próprio salário.
Fizeram dele a panacéia para os males do consumo; e o homem sem salário, dizem: não é ninguém.
O dinheiro este bem de consumo que permite trocar o suor do meu, do teu rosto é uma espécie sem valor.
Fico olhando, (hoje tenho este privilégio de poder olhar a volta) e vejo dezenas, centenas de trabalhadores ao sol escaldante; mal alimentados, febris, derramando o liquido da vida por mais de oito horas ao dia, por míseros reais que ao final do mês não lhe permite alimentar com dignidade seus filhos, se os tem.
E no dia três de outubro, nós vamos votar numa lista de nomes para os mais altos cargos da República. Para obter nossos votos os discursos serão os mais variados e poucos terão a coragem de mostrar para quem trabalham e a quem servem. Se a este modelo de exploração de humanos, ou se a um novo modelo que valoriza a vida e dignifica o homem.
Não me digam que serão escolhas, porque para a grande maioria de eleitores foi reservado o ir às urnas para sufragar aqueles que o sistema já escolheu; aqui, ali e acolá, um ou outro dissidente do modelo atual vai obter sucesso nas urnas, mas serão tão poucos que ninguém os verá.
E o mal pago, o explorado, vai culpar o destino, a falta de sorte, o azar de ser pobre e conformado vai sôfrego na busca de dias melhores que nunca chegarão, morrerá e não terá lápide por que o destino lhe reservou uma mortalha de indigente.
Esta distante o tempo em que o homem terá valor não apenas pelo que tem, mas pela sua condição humana de ser e para isto o Cristo ensinou: Tira o argueiro do teu olho e depois ajuda teu irmão a ver melhor.
Voltando a Paulo Freire, primeiro liberta-te do opressor que esta em ti. Sendo esta libertação coletiva, todos serão livres.
Tempos distantes não tão distantes.
Estes porque não querem, ou porque lhes interessa menos olhar a volta e ver a penúria de seres bípedes, que falam,mas não se comunicam; inteligente, mas ignaro; fazem do mito uma legenda invisível e transformam as relações em dependência, escravizando e sendo escravos de sistemas que defendem sem entender e compreender.
Nossos pares humanos tratados como seres inferiores e sujeitos as mais humilhantes situações, desde a fome até a ausência de um teto como abrigo, morrem nos casebres, ou em leitos de hospitais desprovidos de suporte a vida, porque depósitos fúnebres que mais humilha do que humaniza.
E não é por falta de gritos de alerta, o próprio Cristo ao ensinar a Oração do Pai Nosso, lembrou que era necessário livrar o homem do opressor e ele sabiamente apontava que o opressor não estava fora mas dentro de cada homem e de cada mulher.
Quando o espírito humano incorpora valores que lhe trazem dores e sofrimentos porque oprime, mata, tortura,escraviza; quando o ser humano não consegue tirar o véu que encobre as ideologias contrárias a sua própria felicidade, ele deixa de ser homem livre e passa a condição de escravo.
E a escravidão que descrevo não esta na ausência, mas no próprio salário.
Fizeram dele a panacéia para os males do consumo; e o homem sem salário, dizem: não é ninguém.
O dinheiro este bem de consumo que permite trocar o suor do meu, do teu rosto é uma espécie sem valor.
Fico olhando, (hoje tenho este privilégio de poder olhar a volta) e vejo dezenas, centenas de trabalhadores ao sol escaldante; mal alimentados, febris, derramando o liquido da vida por mais de oito horas ao dia, por míseros reais que ao final do mês não lhe permite alimentar com dignidade seus filhos, se os tem.
E no dia três de outubro, nós vamos votar numa lista de nomes para os mais altos cargos da República. Para obter nossos votos os discursos serão os mais variados e poucos terão a coragem de mostrar para quem trabalham e a quem servem. Se a este modelo de exploração de humanos, ou se a um novo modelo que valoriza a vida e dignifica o homem.
Não me digam que serão escolhas, porque para a grande maioria de eleitores foi reservado o ir às urnas para sufragar aqueles que o sistema já escolheu; aqui, ali e acolá, um ou outro dissidente do modelo atual vai obter sucesso nas urnas, mas serão tão poucos que ninguém os verá.
E o mal pago, o explorado, vai culpar o destino, a falta de sorte, o azar de ser pobre e conformado vai sôfrego na busca de dias melhores que nunca chegarão, morrerá e não terá lápide por que o destino lhe reservou uma mortalha de indigente.
Esta distante o tempo em que o homem terá valor não apenas pelo que tem, mas pela sua condição humana de ser e para isto o Cristo ensinou: Tira o argueiro do teu olho e depois ajuda teu irmão a ver melhor.
Voltando a Paulo Freire, primeiro liberta-te do opressor que esta em ti. Sendo esta libertação coletiva, todos serão livres.
Tempos distantes não tão distantes.
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