Estou cada vez mais pasmo com a inoperância do movimento sindical dito autentico ou do movimento sindical que pensa na qualidade de vida e de trabalho dos operários da cidade e do campo.
Desde que o norte-americano Francis Fukuyama escreveu “O fim da história e o último homem”, tem se acentuado a ofensiva sem precedente da ideologia burguesa imperialista sobre a mente das pessoas como se elas não tivessem alternativas outras a não ser se submeter a escravatura em nome da promessa de que um dia poderão alcançar o paraíso do capital.
De outro lado o movimento sindical não sabe se situar fora do contexto de uma sociedade sem classes e esbarra na sua própria ignorância porque não entende esta e não tem instrumentos para combater aquela. De outro temos as ciências sociais trabalhando e produzindo conhecimentos de dominação em prol do capital.
Se Fukuyama foi de Platão a Nietzsche e de Kant a Hegel, a fim de revigorar a tese de que o capitalismo e a democracia burguesa constituem coroamento da história da humanidade ou que a humanidade tenha atingido no final do século XX o triunfo da democracia liberal ocidental sobre os demais sistemas ideológicos concorrentes; de outro lado não houve oposição e os teóricos da sociedade sem classes, me parece aceitaram serem cooptados pelos donos do capital e caíram num mutismo sem precedente.
As teses de Fukuyama são de uma periculosidade impar para o bem estar dos trabalhadores porque coloca as teses fascistas em pé de igualdade com as teses socialistas.
Me parece estar chegando a hora do sindicalismo nacional pedir desculpas aos trabalhadores por terem cometido o crime de acreditarem que um trabalhador no governo fosse a panacéia para todos os males e do sindicalismo internacional por acreditar que a democracia liberal é um bem não um mal.
No Brasil mesmo aqueles que se colocaram contra as políticas de governo e de estado, o fizeram sem convicção, buscando apenas o sucesso eleitoral marginalizando os trabalhadores e transformando-os em incapazes.
A queda do sistema socialista do leste europeu e da união soviética descalçou a capacidade das lideranças sindicais de se posicionarem por alternativas que venham ao encontro da melhoria da qualidade de vida e de trabalho da maioria das populações; é como se houvesse um só paradigma.
Hoje vemos o governo dos trabalhadores destinar mais de cem bilhões de reais para a estabilidade do capital; a pergunta é: quanto foi destinado para a garantia da estabilidade do bem estar dos trabalhadores?
Estes convivem com a ameaça do desemprego, da fome e da miséria. Suas propriedades perderam valor, seus salários são diminuídos e suas famílias perdem as condições de vida e a dignidade.
O capital com uma rapidez impressionante se articula e amealha bilhões de reais em nome da manutenção do emprego e no outro dia demitem e colocam o Presidente operário na condição de refém e de humilhação.
Na outra ponta como se não houvesse solução as lideranças operárias que perderam o discurso de papagaio se escondem na sua inoperância e no seu profissionalismo barato.
E ai me pergunto: Eram frágeis as convicções dos sindicalistas não pelegos ou era apenas discurso de um momento histórico, para ocupar os espaços e ganhar a confiança proletária?
Creio que Eles tinham um discurso autentico, o que faltou foi avançar e compreender que as mudanças tecnológicas exigiam uma nova postura diante do capital; não mais explorador do trabalho braçal, mas do conhecimento e da tecnologia e o trabalhador do conhecimento e da tecnologia exige um discurso mais elaborado que lhe permita entender a sua condição de homem das sombras e das trevas que produz riquezas em favor de uns poucos iluminados.
Eis ai a chave da questão.
Basta apenas encontrar a fechadura.
Ademir Klein
Desde que o norte-americano Francis Fukuyama escreveu “O fim da história e o último homem”, tem se acentuado a ofensiva sem precedente da ideologia burguesa imperialista sobre a mente das pessoas como se elas não tivessem alternativas outras a não ser se submeter a escravatura em nome da promessa de que um dia poderão alcançar o paraíso do capital.
De outro lado o movimento sindical não sabe se situar fora do contexto de uma sociedade sem classes e esbarra na sua própria ignorância porque não entende esta e não tem instrumentos para combater aquela. De outro temos as ciências sociais trabalhando e produzindo conhecimentos de dominação em prol do capital.
Se Fukuyama foi de Platão a Nietzsche e de Kant a Hegel, a fim de revigorar a tese de que o capitalismo e a democracia burguesa constituem coroamento da história da humanidade ou que a humanidade tenha atingido no final do século XX o triunfo da democracia liberal ocidental sobre os demais sistemas ideológicos concorrentes; de outro lado não houve oposição e os teóricos da sociedade sem classes, me parece aceitaram serem cooptados pelos donos do capital e caíram num mutismo sem precedente.
As teses de Fukuyama são de uma periculosidade impar para o bem estar dos trabalhadores porque coloca as teses fascistas em pé de igualdade com as teses socialistas.
Me parece estar chegando a hora do sindicalismo nacional pedir desculpas aos trabalhadores por terem cometido o crime de acreditarem que um trabalhador no governo fosse a panacéia para todos os males e do sindicalismo internacional por acreditar que a democracia liberal é um bem não um mal.
No Brasil mesmo aqueles que se colocaram contra as políticas de governo e de estado, o fizeram sem convicção, buscando apenas o sucesso eleitoral marginalizando os trabalhadores e transformando-os em incapazes.
A queda do sistema socialista do leste europeu e da união soviética descalçou a capacidade das lideranças sindicais de se posicionarem por alternativas que venham ao encontro da melhoria da qualidade de vida e de trabalho da maioria das populações; é como se houvesse um só paradigma.
Hoje vemos o governo dos trabalhadores destinar mais de cem bilhões de reais para a estabilidade do capital; a pergunta é: quanto foi destinado para a garantia da estabilidade do bem estar dos trabalhadores?
Estes convivem com a ameaça do desemprego, da fome e da miséria. Suas propriedades perderam valor, seus salários são diminuídos e suas famílias perdem as condições de vida e a dignidade.
O capital com uma rapidez impressionante se articula e amealha bilhões de reais em nome da manutenção do emprego e no outro dia demitem e colocam o Presidente operário na condição de refém e de humilhação.
Na outra ponta como se não houvesse solução as lideranças operárias que perderam o discurso de papagaio se escondem na sua inoperância e no seu profissionalismo barato.
E ai me pergunto: Eram frágeis as convicções dos sindicalistas não pelegos ou era apenas discurso de um momento histórico, para ocupar os espaços e ganhar a confiança proletária?
Creio que Eles tinham um discurso autentico, o que faltou foi avançar e compreender que as mudanças tecnológicas exigiam uma nova postura diante do capital; não mais explorador do trabalho braçal, mas do conhecimento e da tecnologia e o trabalhador do conhecimento e da tecnologia exige um discurso mais elaborado que lhe permita entender a sua condição de homem das sombras e das trevas que produz riquezas em favor de uns poucos iluminados.
Eis ai a chave da questão.
Basta apenas encontrar a fechadura.
Ademir Klein
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