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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Mensalão


Tenho me contido para não entrar nesta falácia que é o Processo Penal 470 contra José Dirceu e outros; O chamado mensalão.

Até e porque não sou jurista.
Mas... Vamos a fatos históricos antecedentes.
No último governo de Getulio Vargas, por iniciativa de Carlos Lacerda dono do Jornal a tribuna do Rio de Janeiro, capital da República, inicia-se uma campanha na imprensasem precedentes e também sem subsequente, ou seja: foiimpar e inigualável, levando o grande líder nacional ao suicídio. Na sequência, veio o golpe militar de 1964, tendo em vista a ameaça que se instalara no país de o Brasil tornar-se uma república sindical.
São fatos que estão intimamente ligados, Getulio era vilmente atacado pela sua postura nacionalista, tanto que por decreto limitou a remessa de lucros das empresas estrangeiras a 8%, provocando uma insatisfação também sem precedente do capital internacional.
João Goulart, seu principal seguidor e pupilo político, durante os menos de três anos de mandato foi atacado incondicionalmente, até ser deposto pelo golpe militar. Não vou dizer como defesa, que esta infâmia não ocorreu, eu mesmo Desfiliei-me do PT por causa dessa barbárie.
Nos sabemos que é impossível governar no atual quadro partidário, digo, (de legendas eleitorais), todos querendo as benesses do poder, sem uma base parlamentar sólida e com margens grandes sobre as oposições, para teremespaços de manobra e não sofrerem de “susto” permanente. Fernando Collor no seu parco conhecimento sobre o funcionamento do legislativo afrontou-o e quando teve ao seu lado no Ministério homens experiente na política nacional, já não teve tempo de recompor o poder eteve que renunciar para não ser impedido, mesmo assim o foi.
A afronta, foi não fazer benesses.
Itamar Franco não cometeu o mesmo erro, como não havia cometido Jose Sarney e como não cometeu FHC. Neste governo e sob o comando de Sergio Motta, (segundo o Jornal a Folha de São Paulo) que foi o principal articulador da compra de votos para a reeleição, cujo preço ficara em torno de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais) por deputado comprado.
É notório e sabido que esta pratica se exercita nos rincões do Brasil, se não é dinheiro que o parlamentar leva, ele acomoda seus parentes e amigos no governo. Estou lembrando disso tudo, para dizer finalmente, que o PT foi um duro critico desse estado de coisas. Lula chegou a dizer num determinado momento que no Congresso Nacional tinha mais de trezentos corruptos.
Ao meu juízo, Lula foi guindado ao governo para combater por dentro a corrupção nacional, não só no executivo, mas nos três poderes.
As lideranças do PT, no governo, não poderiam cair na mesmice por algumas razões. Se praticasse a mesma forma de esbulho, esta era uma prática conhecida e condenável pelos antigos praticantes, quer dizer: corria sério risco de ser denunciada, como o foi pelo então Deputado Roberto Jefferson.
Achar que o envolvido não denunciaria porque também seria condenado, é de um desconhecimento total da índole do conservadorismo nacional. O PT teria que ser desmoralizado nacionalmente. Lula teria que ser cassado, e só não o foi, porque faltou competência de seus desafetos.
No Governo o PT teria que ter encontrado mecanismos para dizer ao grande público como e de que forma os recursos públicos eram desviados.
Não quis correr este risco e caminhou pelo mesmo caminho de Azeredo em Minas Gerais e com os mesmos atores.
Esqueceu o PT que o Brasil viveu tempo difícil exatamente porque havia a ameaça da republica sindicalista.
Sindicalistas no poder viram seus anseios serem frustrados porque de combatentes contra a corrupção, enlamearam-se todos no mesmo lamaçal que queriam extirpar.
Agora ao final, achar que a alta corte iria absolvê-los é não entender a formação acadêmica brasileira, onde os operários entram com espírito de classe e saem com o pervertido espírito burguês. E o Burguês sai como se fosse o dono do mundo.
Nem como lição este episódio serve para as elites dos trabalhadores. Perderão sempre.

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