Oi Izabel.
Não conseguiste te transformar numa alienígena?
Em contrapartida me mandaste um documento que estou repassando para todos os endereços que tenho. Achei precioso o desabafo e a forma como foi feito e para o público que foi feito.
Lá pelos anos 35-41; um grande intelectual Italiano chamado Antonio Gramsci, Marxista (crítico de algumas posições de Marx) já dissecou este assunto em suas cartas enviadas do cárcere à sua família que ele amava muito, ele dizia que a ideologia dominante, principalmente a ideologia de direita usa de todos os instrumentos para escravizar a nação, (exatamente o que esta ocorrendo hoje no mundo) usando como principal instrumento o conhecimento de intelectuais a serviço deste sistema. Em oposição ele dizia que os intelectuais de esquerda tinham que se tornarem, também orgânicos e serem instrumento para a libertação das camadas oprimidas.
Fernando Henrique Cardoso que já blefou um exílio (filho de General não sofre exílio em regimes militares) continua sendo um blefe para a nação brasileira.
Pena que a nossa intelectualidade de esquerda perdeu o rumo da história (alguns até acreditam que a história acabou do ponto de vista das lutas de classe), e não conseguem desenvolver para o mundo contemporâneo uma proposta de luta com base sócio-econômica, e tendo o capitalismo como principal alvo. Pena que pseudo-marxistas tenham assumido o controle de Estados e transformado-os em Estado totalitário e fortalecido a democracia capitalista; ignorando os postulados Marxistas do estabelecimento pleno da democracia do povo.
Mas, penso, nem tudo esta perdido.
Se por um lado à globalização da economia (sonho de Marx), vem transformando o mundo, vem, também, por outro, criando novas consciências e provavelmente o neo-Marxismo ganhe corpo e consiga ser instrumento de luta entre dominadores e excluídos em prol da vida e da liberdade humana[1].
Marx não queria outra coisa, a não ser que: “cada um produzisse segundo a sua capacidade e recebesse segundo as suas necessidades”.
É impossível hoje, para mais de 95% (noventa e cinco por cento) da população mundial, considerar-se livre, tendo em vista que produz além da sua capacidade e recebe aquém das suas necessidades; principalmente no tripé, das riquezas – Cultura, saber e bens naturais produzidas e transformadas pela humanidade no decorrer dos tempos e acumuladas nas mãos de uns poucos.[2]
É necessário redistribuir estas riquezas e mudar inclusive o caráter de algumas, por exemplo: para mim cultura é cultura, para as elites, existe cultura e cultura;, cultura erudita e cultura popular; cultura para os sábios e cultura para o populacho. Saber para as elites e saber para o povo etc.e etc.
Para um sábado já é demais, prepare a nave, vamos voar juntos e quiçá descobrir verdades para a vida.
Desculpa, viu! É que não entendo nada de astrologia, ainda que, tenha uma pequena noção de mítico e místico.
Fico devendo o que penso sobre isto.
Fraternalmente
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