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quinta-feira, 8 de março de 2012

Repensar a Cidadania


Estamos a sete meses das eleições municipais.
Em Sete de outubro os brasileiros irão as urnas para eleger: os Prefeitos para uns, para outros os Alcaides e excepcionalmente nos municípios de predominância Alemã os Burgomestres. Na mesma onda serão eleitos os componentes das Câmaras Municipais.
Este artigo tem a finalidade de indagar o seguinte:
Como penso a minha cidade?
Que cidade eu quero?
O que é qualidade de vida?
E finalmente responder para a minha consciência: Como reajo aos absurdos que se fazem na minha cidade em meu nome?
Parecem-me, estas são perguntas difíceis de serem respondidas, tendo em vista que todas as atribuições de cidadania, transferi com meu voto ao cidadão eleito, tenha sido ele o meu candidato ou não, afinal o eleito governara em nome de todos.
E quanto às questões legislativas?
Os Edis da minha cidade, cumprem efetivamente com suas funções legislativas? Na verdade a grande maioria dos eleitores esqueceram em quem votou para o legislativo, antes mesmos destes tomarem posse. O voto, este exercício compulsório de cidadania é realmente apenas uma obrigação legal.
No entanto, as primeiras palavras da Constituição Federal dizem que o poder emana do povo em favor do povo.
Belo texto de retórica.
Porque nos, homens e mulheres, pretensos cidadãos, abrimos mão dos nossos deveres e até esquecemos nossos direitos. É bom lembrar que a cidade é uma das maiores invenções humanas e o homem a inventou para facilitar sua vida, dividir tarefas, obrigações e contratar serviços de primeira necessidade por prestações módicas.
Criou os impostos que representam a obrigatoriedade do cidadão manter a cidade com as condições que lhe assegurem qualidade nos serviços e presteza de vizinhança e convenhamos às prestações foram ficando cada vez mais caras; e em vez de pagarmos serviços pagamos à mordomia funcional exageradamente grande.
Mas nós apenas reclamamos na hora de pagar, depois esquecemos e só vamos lembrar no ano seguinte, o condomínio da cidade é pago uma vez a cada doze meses e quando o cidadão se aperta o Alcaide divide o débito em parcelas e ainda da desconto.
Ele e os Edis, a cada ano, discutem como vai ser gasto o dinheiro da contribuição cidadã, transformam esta discussão em lei e ai cada um arque com as consequencias.
E eu e você como palermas, ficamos reclamando do buraco da rua, do pó e da lama, da péssima qualidade dos serviços de saúde e de educação, da falta de segurança, da mobilidade social cada vez mais cara e de pior qualidade, da falta de moradias dignas e o direito ao trabalho.
Na outra ponta os felizardos, recebem salários polpudos de erário público e ainda nos gozam quando reclamamos.
E Sabem por quê?
Porque o problema do outro, mesmo que seja um problema da cidade, não me diz respeito. Somos tão individualistas que pagamos para não ter.
As reuniões comunitárias são coisas de comunistas ou de quem nada tem para e por fazer.
Morar na cidade implica em dividir tarefas e ações, implica na necessidade de formar e de formalizar objetivos claros e explícitos para todos. A qualidade de vida que reclamo, passa pela minha ação junto com a ação do outro, uma coletividade inteira buscando conforto, ela o terá.
Exercer a cidadania é fazer com que o Prefeito, o Alcaide ou o Burgomestre, seja servidor público, não o soberano absoluto de todas as coisas que faz, não presta conta e ainda xinga o cidadão transformando-o em desafeto.
Seja cidadão. Vote consciente e vote naqueles que tenham propostas de serem co-participes das coisas da cidade.
Cidadão é aquele que mora na cidade (polis).

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