Confesso, não entendo; provavelmente por fazer parte daquele grupo que sonha, luta e sonha com um país realmente livre e independente.
Não consigo entender como uma elite, econômica, donas dos maiores meios de comunicação, do sistema financeiro, do conglomerado industrial e comercial deste país pode alimentar boatos e a defenestrar Ministros para enfraquecer o governo cuja ação só faz aumentar suas fortunas.
É verdade, significativa parcela da população tem saído da linha da pobreza conquistando status de classe média; e para determinados setores, -eles tirarem proveito das ações de governos é normal o que é anormal é a renda ser melhor distribuída.
Nestes episódios todos, principalmente aqueles que deflagraram a corrida contra o Governo em especial no famigerado DNIT que já foi DNER e era tão corrupto que o governo FHC em nome do saneamento, mudou a sua estrutura.
Do meu modesto canto de observação, vejo que todas as denuncias contra o DNIT foram contra os corruptos e não apareceu um só corruptor, como se um pudesse existir sem o outro.
Recentemente no Ministério dos Esportes, pelo pouco que sei, o Ex-Ministro Orlando Silva (como pode um Silva Ministro?) não se mancomunou com setores interessados em levar mais dos cofres públicos, tratou os homens da FIFA e da CBF polidamente, mas sem favorecimentos e ai encontraram nos convênios com as OS um meio de expurgá-lo da vida pública, tendo como acusador um corruptor declarado, que permanece impune.
E o mais constrangedor para este incauto comentarista é perceber que homens e mulheres que podiam fazer a diferença acabam reprisando os psitacídeos da região amazônica, sem meditar, sem analisar. Como disse Bonner: O brasileiro é igual aos Sympsons que sentam na frente da TV e por comodidade acreditam em tudo.
Tenho citado Darcy Ribeiro, porque ele me ensinou através da suas publicações que as elites brasileiras são treteiras, usam dos instrumentos que estão as suas mãos para descaracterizar um fato e imputar culpabilidade a outros.
Confesso, não consigo entender o porquê das pessoas se apegarem no aparente, no visível (Cinismo ou Ceticismo) sem ao menos fazer um esforço para desnudar o fato e ver nele suas incongruências. Se fosse apenas um aqui, outro ali e outro acolá, dir-se-ia que eram massas de manobra, mas não; é um contingente humano considerável. Se houvesse a inserção de ingredientes ideológicos era admissível até que assim fosse, mas não, no fundo são indignados com a situação e com as ameaças que rondam as famílias fragilizadas pelos anos contínuos de governos para minorias.
É provável (digo provável porque não tenho certeza) que são pessoas que sabem que estão sendo ameaçadas, mas não conseguem identificar a origem do perigo.
Este é um problema sério, muito mais sério que as deficiências do sistema público de saúde , de educação e da segurança que tem na sua essência, o mesmo problema de raiz,
o Brasil é uma das poucas nações que nos últimos oito anos conseguiu fazer economia e ter reservas para enfrentar crises internacionais, que sem dúvidas são fabricadas para tirar do povo tudo o que foi outorgado no período do Estado Social também conhecido como o Welfare State, política social desenvolvida pelos países ditos liberais e ricos, contra as políticas dos estados socialistas, desmobilizando os trabalhadores.
Os jornais portugueses anunciam que o governo do seu país cortou já para este ano os abonos de Férias e de Natal, para nós aqui e cortar os direito de férias e de 13º, reduziu as aposentadorias e pensões, e vai demitir aproximadamente quinhentos mil trabalhadores. O mesmo esta ocorrendo na Espanha, na Grécia, na Dinamarca e na Itália.
A crise mundial é específica das classes trabalhadoras, os demais seguimentos recebem a atenção do estado nunca antes presenciado.
Por isto, devemos estar não só atentos, mas organizados e solidários na defesa dos avanços conquistados em cinqüenta anos de história.
Eu, você e todos os demais cuja renda é o salário corremos sérios riscos.
Confesso, não entendo....
Prezado Ademir, após ler tuas palavras de desabafo, me pego a pensar em como teria sido a passagem desta última crise econômica se não tivessemos recursos. A tal "marolinha" que tanto gerou comentários ao Ex Presidente Lula que no meu ver, foi um ótimo governante, passou sem muitos estragos deixar, afinal tinhamos como nos defender. Hoje estamos assistindo nos telejornais a dificuldade de muito países em sair de uma crise financeira, gerando uma série de problemas de cunho social e admistrativo. Esperamos que o povo começe a dar mais valor a aqueles que levantaram suas mangas e trabalharam ao invés de ficarem desastabilizando. Obrigada pelo bom texto e pela boa leitura. J.C.D.K.
ResponderExcluir